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terça-feira, 20 de julho de 2010

As visitas começam amanhã!


O projecto "Passos à volta da memória" é uma iniciativa da Culturguarda EM e da Câmara Municipal da Guarda. Graças a ele, entre 22 de Julho e 18 de Setembro, haverá uma série de visitas encenadas ao centro histórico. As sessões serão às 10h e ás 17.30h, todas as sextas e sábados e 1º domingo de Agosto e Setembro, com partida da Praça Velha, junto ao posto de Turismo. Como o nome indica, trata-de uma visita guiada, embora com as características de um espectáculo de rua. O guia / guardião da memória / herói local, será Álvaro Gil Cabral, alcaide da cidade nos finais do séc. XIV. Notabilizado graças à sua recusa em entregar as chaves do castelo ao rei D. João de Castela, pretendente ao trono português. A história é aqui contada mais em pormenor. 
No essencial, trata-se de um percurso pelas artérias do centro histórico, num perímetro bem definido. Onde se pretende recriar cenicamente memórias da cidade, dispersas por várias épocas e vários protagonistas.  Não é de todo uma reconstituição histórica, mas não dispensa o rigor da História. É teatro, mas cujo cenário é a própria cidade e a trama a sua memória. E o guia está longe de ser um cicerone convencional, mas antes um personagem cujas virtudes e fraquezas o tornam singular e próximo, como irão ver.
"Passos à volta da memória" é um espectáculo com coordenação de Américo Rodrigues. Criou o texto este vosso criado. A encenação é de Antónia Terrinha, ficando a interpretação a cargo de João Ventura. Assina o design gráfico Jorge dos Reis. Participarão ainda os figurantes Carlos Gil, Carlos Morgado, Elisabete Fernandes, Luís Paulo e Maria Miguel Figueiredo.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Já são 810 primaveras!

Hoje é feriado municipal aqui pela Guarda. Não houve tempo para ir à torre de menagem ver os recém-inaugurados melhoramentos. Os quais incluem a projecção do foral da cidade num dos pisos e um centro de interpretação. Já aqui tinha dado conta das obras de requalificação então anunciadas, sob o título "O Novo Belvedere". A visita fica então para amanhã. Por sua vez, daqui a duas horas, perspectiva-se mais um grande acontecimento musical. Trata-se do espectáculo "Mestres de Capela da Sé da Guarda" (séc. XVI-XIX), sob a direcção de João Pedro Delgado e Domenico Ricci, no TMG.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Alegria breve


No sábado de Páscoa fui almoçar a um conhecido restaurante de Melo. Terra natal de Vergílio Ferreira, para quem não sabe. Depois do repasto, o proverbial passeio pela povoação, cujo património é invejável. Já foi concelho, até às reformas liberais, e por pouco não integrou a rede de aldeias históricas. Como um íman, foi inevitável uma visita às (cada vez mais) ruínas do Paço de Melo. A magestosidade do conjunto ainda hoje é perceptível. O edifício, cuja origem remonta ao séc. XIII, foi construído por D. Mem Soares para se tornar residência senhorial da Casa de Melo. Este nome provem de um forte onde um cavaleiro, chamado D. Soeiro Raimundo, se distinguiu na Terra Santa, durante as Cruzadas. Onde foi companheiro de armas do célebre Ricardo Coração de Leão (lembram-se de Robin dos Bosques?). E que depois veio a residir na zona que viria a ser Melo. No período das Invasões Francesas, aí esteve refugiado o Bispo da Guarda. O imóvel, classificado, foi entretanto adquirido pela Câmara de Gouveia, em 1999, com o propósito de aí instalar um Centro de Estudos Vergilianos. Todavia, apesar de um Projecto de Adaptação e Reabilitação e de uma parceria com a UBI, o plano continua à espera de ser concretizado. A antiga casa do escritor ainda lá está, no centro da aldeia, indiferente a tudo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Um ar sem ácaros


Desde dia 17 de Novembro, está patente na Galeria do Paço da Cultura a exposição “Ar da Guarda”, uma colectiva de pinturas e esculturas feitas a partir de um desafio da Câmara Municipal da Guarda aos artistas plásticos da região, com o objectivo de representar o ar da Guarda. Gracinda Costa, José Vieira, Evelina Coelho, Carlos Adaixo, João Reis, Barreira Pires, Luís Rebelo, António Godinho, Menne, Teresa Oliveira, Rui Miragaia, João Currais, Kim Prisu, Maria Lino e Pedro Renca são os artistas que aceitaram o desafio da autarquia e desenharam, pintaram, esculpiram ou escreveram o “Ar da Guarda”. Como se sabe, o ar da Guarda, só por si, deveria ser uma marca, uma sigla de excelência e de renovação. O motivo principal para fazer da cidade um destino não só turístico mas espiritual. Pena que o catálogo da exposição, sem desprimor para os convidados, seja tão pobre e inclua um quadro com referência ao recém-inaugurado centro comercial. Ver aqui mais informações.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

O entalanço

Num jardim situado ao longo da principal artéria da cidade da Guarda, existe uma singular edificação decorativa. Trata-se de uma espécie de réplica das conhecidas lápides evocativas, exudando nostalgia a pataco, erguidas no Penedo da Saudade, em Coimbra. O motivo principal é um verso gravado num pedaço de granito, colado a um informe e rasteiro barroco. A quadra é retirada da "Canção da Guarda", de Júlio Ribeiro. Para além da polémica havida na altura, por causa das gralhas do texto, ressalta a fealdade do monumento. A certa altura, no meio do lirismo ornamental e esclerosado do verso, (ainda) muito cultivado no nosso país pelos pequenos e médios vates, ressalta a expressão "entalada na monstra". Entalada onde? Ups! Embora tenha passado pelo local milhares de vezes, só recentemente, noite dentro, reparei na grotesca frase. Que podia dar o mote para um filme pornográfico, no segmento "bizarrias e fetiches".

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Que imagem para a Guarda?

Américo Rodrigues lançou o desafio urbi et orbi, no "Café Mondego": escrever um texto acerca da imagem da (para a) Guarda. Aí aproveita para traçar algumas das questões chave nessa apreciação. Pois bem, acabei ontem de me juntar aos que aceitaram o repto. O texto poderá ser lido aqui.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Abrigos de pastores (1)

No passado sábado, participei em mais uma das actividades promovidas pela Associação Luzlinar. Desta vez, o tema era "Reconstrução de um abrigo de pastores". Um percurso com passagem por 24 casinhas dispostas numa das encostas da Serra do Feital (Trancoso), incluindo a reconstrução de uma destas edificações. Estes abrigos - até agora documentados mais de uma centena - espalham-se por aquela serra, em volta da aldeia que lhe dá o nome, e pelas serras das Brocas e Vilares. Destinam-se, como o nome indica, a abrigar os pastores do mau tempo. Há-os com as mais diversas configurações, tamanhos, tipo de acabamento. Alguns estão associadas a um abrigo para o gado. Em comum, a sua originalidade enquanto pequenas construções de granito, com abertura virada a nascente e cobertura com lajes. Podem abrigar da chuva e vento de duas a mais de vinte pessoas, continuando a ser utilizadas pelos pastores. Há quem identifique uma origem céltica nestas construções. Neste momento, decorre o processo de classificação do conjunto como Património de Interesse Municipal.
Eis algumas imagens recolhidas durante a actividade.





Abrigos de pastores (2)



terça-feira, 8 de abril de 2008

Fechado para balanço

Antiga Estação da CP de Barca d'Alva

quarta-feira, 19 de março de 2008

O novo belvedere

Finalmente, a Torre de Menagem da Guarda vai ser requalificada, segundo anunciou a Câmara Municipal. O objectivo é tornar a área a futura "sala de visitas " da cidade. Precisamente no seu ponto mais alto (1056 m). As obras deverão estar concluídas até Setembro deste ano e irão custar cerca de um milhão de euros. O projecto é co-financiado pela União Europeia através do Programa Operacional da Cultura. A zona necessitava urgentemente de atenção, de modo a alargar o âmbito do centro histórico da Guarda, pois outrora a Torre de Menagem encontrava-se integrada na Alcáçova (estrutura militar) da cidade. Segundo a arquitecta autora do projecto - Margarida Carvalho - a Torre de Menagem "funcionará como ponto de partida para uma visita a todo o concelho", garantindo que está a ser realizada "uma intervenção muito minimalista de forma a não ferir muito o monumento". Será também criada uma "uma rede de percursos na paisagem" com miradouros, zonas de estadia, contemplação e repouso. No futuro centro de recepção, os visitantes poderão visualizar uma exposição permanente referente ao património histórico, cultural e natural do concelho, numa sala de exposição com vitrinas interactivas. Os três pisos do interior do monumento também serão intervencionados. No primeiro andar irá ser feita a apresentação do foral da cidade através de um sistema de projecção. No âmbito das obras, também está prevista a abertura do terraço, de onde se pode ver toda a cidade e região envolvente. No piso térreo será criado um pequeno auditório, onde será projectado continuamente um pequeno filme acerca da evolução da malha urbana da Guarda "ao longo dos mais de oito séculos de história". Ver aqui notícia detalhada.

sábado, 29 de dezembro de 2007

O deserto

Percorrer a Rua do Comércio, na Guarda, é como fazer uma visita guiada a uma zona de guerra. Metade dos espaços comerciais estão devolutos. Não existe um único local cívico digno desse nome. Um local onde se entra, se circula, se faz uma prospecção, se encontram pessoas, se descobre algo inesperado: uma livraria, um alfarrabista, uma loja de discos, uma galeria de arte, uma loja de bom artesanato, ou um café em que algumas dessas valências coexistissem e com um serviço de qualidade, por exemplo. Por outro lado, o comércio não tem um horário diferenciado naquela área, zona histórica incluída, como deveria. Nem existe uma loja de conveniência, com um período de funcionamento que se prolongue pela noite. Evidentemente, a emoldurar estes progressos, o arranjo urbanístico deveria ser exemplar. Todavia, a realidade é dolorosa. De tal forma, que o aspecto actual da principal artéria comercial da cidade coloca-a no plano de um pesadelo balcânico.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Castelos da Guarda - 6

Portas d'el Rei, Trancoso

Castelo Rodrigo, ruínas

Torre de Menagem, Pinhel

Ver anterior

sábado, 24 de novembro de 2007

Castelos da Guarda - 5

Torre de Menagem, Guarda

Torre Medieval e Fonte Ameada, Aguiar da Beira

Forte de Almeida
Fonte: Governo Civil
Ver anterior

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Castelos da Guarda - 4

Numão

Sortelha
Trancoso
Fonte: Governo Civil

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Castelos da Guarda - 3

Castelo Mendo

Celorico

Vilar Maior
Fonte: Governo Civil

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Castelos da Guarda - 2

Sabugal
Torre dos Metelos, F. C. Rodrigo

Longroiva, Mêda
Fonte: Governo Civil

sábado, 29 de setembro de 2007

Até quando?

A Capela do Mileu é um monumento Românico (séc.XII / XIII), situado nos arredores da Guarda. Com a Estação Arqueológica do Mileu (ruínas romanas do séc III d.c.), forma um conjunto em que ambas estão classificadas como Imóvel de Interesse Público desde os anos 50. Já em finais dos anos 80 beneficiou de uma intervenção de restauro, a cargo do IPPAR. A Capela é propriedade da Fábrica da Igreja de São Vicente. Em Setembro passado, após vistoria, os serviços da Câmara afirmaram que ainda não havia risco imediato. Entretanto, passou mais um ano. O IPPAR diz que não tem dinheiro para as obras de recuperação. Qualquer dia é tarde demais. Estas imagens, recolhidas no local, explicam porquê.

Consolidação da parede contígua à capela-mor, do lado do cemitério

Estado da fachada principal

Aspecto do telhado

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Castelos da Guarda - 1

Alfaiates

Linhares

Marialva

Fonte: Governo Civil

segunda-feira, 16 de julho de 2007

As 7 magníficas

O processo de escolha das 7 maravilhas de Portugal, que culminou na cerimónia de apresentação pública no dia 7, no Estádio da Luz, revela algumas particularidades interessantes. Fiquei a saber que a eleição decorreu em três fases. A primeira é, já por si, uma pré-escolha: uma lista de 793 monumentos nacionais, como tal classificados pelo IPPAR. Numa segunda fase, uma conselho de notáveis nomeou 77 monumentos elegíveis. Por último, essa lista foi posta à votação pública, de onde saíram os sete vencedores. Sobre os critérios seguidos na selecção, subscrevo na íntegra o que sobre o assunto escreveu JPP no "Abrupto". A minha curiosidade estava só em verificar quantos monumentos do distrito da Guarda tinham sido incluídos. Pois marcaram presença a Sé e o conjunto arqueológico do Vale do Côa. Neste ponto, acreditem que suspirei de alívio. É que receava que o célebre G da rotunda da VICEG e as obras do Polis em Rio Diz figurassem nas maravilhas. Mas não, o bom senso prevaleceu. Essas fantasias só constam do país da Alice.