domingo, 3 de fevereiro de 2008

Isto vai aquecer!

(clicar para ampliar)

"O Julgamento do Galo é uma tradição de diversas localidades portuguesas, nomeadamente do concelho da Guarda, tratando-se de um ritual de exorcismo dos males que acontecem às comunidades.O Galo é o culpado por intrigas, desavenças e demais insucessos que tiveram lugar no ano que passou, pelo que é julgado e condenado na praça pública, num ritual expiatório de purificação, no qual é renovada a esperança. O espectáculo será coordenado por Américo Rodrigues, que também assina o guião. Os textos estarão a cargo de Rui Isidro e (deste vosso criado). A concepção e construção do Galo do Entrudo estarão a cargo dos artistas plásticos Pedro Figueiredo e Albano Martins. O “Julgamento e Morte do Galo do Entrudo” vai envolver as colectividades do Concelho da Guarda e contará com a participação de vários actores da região. São personagens neste espectáculo, entre outros, Augusto Gil, Alberto Dinis da Fonseca, Joaquim Chamisso, Ribeirinha e o Velho da Retaguarda, que assumirão a defesa ou a acusação do “culpado”. O juiz deste julgamento será o Rei fundador da cidade, D. Sancho I, que determinará um veredicto.O convite da autarquia à Culturguarda para a produção do espectáculo acontece no seguimento da redefinição do modelo de gestão cultural que a Câmara da Guarda se propôs implementar logo no início deste ano. A Culturguarda foi já responsável por grandes produções com a participação das colectividades e manifesta adesão popular, como o espectáculo Guarda, Paixão e Utopia, e a Evocação da Visita da Rainha Dona Amélia para comemoração do Centenário do Sanatório Sousa Martins."

O texto supra foi retirado do blogue do TMG, onde poderão encontrar toda a informação relevante acerca deste notável evento que, por uma noite, vai encher a cidade de côr e de animação.

Nota: esta entrada será reposta por diversas vezes até dia 4.

A precária saliva do crepúsculo


A escrita é a minha primeira morada de silêncio
a segunda irrompe do corpo movendo-se por trás
das palavras
extensas praias vazias onde o mar nunca chegou
deserto onde os dedos murmuram o último crime
escrever-te continuamente... areia e mais areia
construindo no sangue altíssimas paredes de nada

esta paixão pelos objectos que guardaste

esta pele-memória exalando não sei que desastre
a língua de limos

outros corpos de salsugem atravessam o silêncio
desta morada erguida na precária saliva do
crepúsculo

Al Berto

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Nota

Tem mesmo que ser. A partir de hoje deixará de haver caixa de comentários nas novas entradas, mantendo-se no entanto nas anteriores. O que não impede de todo a interactividade neste espaço, de resto uma característica essencial da blogosfera. O novo figurino será o seguinte: quaisquer comentários, sugestões e contributos deverão ser enviados por e-email para o endereço godgil@sapo.pt. Não serão aceitas mensagens anónimas. Os textos ou imagens editados aparecerão assinalados com a notação "Correio dos Leitores", em adenda à entrada a que dizem respeito ou em entrada autónoma. Poderão encontrar aqui a informação completa. Obrigado. Digam coisas.

A idade da inocência


- Com que então, dois aninhos de vida, heim!
- Gaudeat illa domus, quando bonus est ibi pronus, pela casa se conhece o dono.
- Lá estás tu com os latinórios... Mas olha que isto é um diálogo mais ao estilo socrático... A maiêutica, sabes...
- Diálogo socrático? Então mas o homem não é um narciso? Até tem um ministro clone e tudo!!!
- Estava a falar do filósofo, ó engraçadinho...
- Pronto, pronto, não te exaltes...
- Então e como têm sido estes dois anos a bombar... A blogar, queria eu dizer?
- De caldaria in carbonariam pervenire, fugir do fumo, cair nas brasas. Este teve piada, não teve?
- Resmas de piada. Olha para mim a rir...
- Então olha, engordar um blogue todos os dias, ou quando calha, é quase uma prova de vida. Nesse quase cabe o eu descongestionado (esta nem o Eduardo Sá toparia), a arrumação das ideias, um módico de consistência e uma espécie de dieta que combina a austeridade com o prazer.
- Bolas, estou siderado!... Então sempre é verdade que vais acabar com os comentários?
- Não é bem assim. Vão desaparecer as caixas de comentários, mas não a possibilidade de os comentários enviados serem publicados, com edição própria.
- Ó pra ele a imitar o Pacheco Pereira!!!
- Bom, bom, não abuses da sorte. Senão ainda ponho a boca no trombone e deito cá para fora aquele esquema que o Marinho Pinto se esqueceu de mencionar, onde tu estiveste metido...
- Ups! Então e que futuro para o "Boca de Incêndio"?
- Olha, e se fosses à bruxa? Ou então, fala com a Maya. Se quiseres, dou-te o número de telefone...
- Parabéns, anyway...
- À nossa!

As casas de Sócrates - 1

O "Público" apurou que Sócrates, na altura engenheiro-técnico, assinou uma série de projectos de construção concebidos por amigalhaços que, por incompatibilidade de funções, não se podiam responsabilizar por eles. Grande parte das casas licenciadas eram de emigrantes. A história foi levantada graças a declarações de Abílio Curto que apontavam nesse sentido. O "Boca de Incêndio" foi investigar e descobriu algumas das pérolas arquitectónicas que Sócrates subscreveu. É notória a apetência do futuro engenheiro pelo show off e pelo inglês técnico.



sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Tiroliroliro, ó ai meu bem!

Sócrates bem pode remodelar o seu Governo as vezes que quiser e como quiser. Até pode pôr uma ex-apoiante de Alegre nas presidenciais na pasta da Saúde, para acalmar os ânimos secessionistas do deputado. É que, se este arrastasse mais alguns consigo numa aventura a solo, a maioria absoluta ficaria em perigo. O primeiro ministro viu a tempo os sinais de alarme. Até se pode dar mesmo ao luxo de manter o engraçado Mário Lino e mais umas nulidades avulso. Ou rotativizar as nomeações. Sabem porquê? Porque, do outro lado, continua a dirigir o PSD aquela aberração que veio de Gaia . Acompanhado da sua corte de homens do norte (nada elitistas e nada liberais, carago, pelo farto na peituça, cospem para o chão e jogam às setas num alvo com a foto de Pacheco Pereira, quando os assessores de imagem estão distraídos) não só levará o PSD à desintegração, como será o melhor seguro de vida a que Sócrates poderia ambicionar até 2011.

Mosaicos - 4

Lewis Lavoie

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