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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Piratas


Pronto! Está resolvida a minha alergia a partidos políticos. Claro que vai haver um engraçadinho que vai comentar se a pomada do dermatologista fez efeito!... Anhanhnah! (riso sarcástico e complacente qb). Finalmente, descobri um partido que podia ser mas não é. Que não sendo, não podia deixar de ser. Que o seu encanto é não ser, mas poder vir a ser a qualquer momento. E se deixar de ser, é só para ser o mesmo de outra maneira. Tal como as grandes histórias de amor... Ladies and gents: apresento-vos o Partido Pirata Português! A resposta que as majors da indústria discográfica e respectivos enteados, como o Tozé e assim, andavam a precisar há muito... Estes senhores já nem com Xanax em doses cavalares conseguem dormir descansados, face às quebras das receitas da venda de CDs. Neste momento, estão por todas! Até mesmo chamar "criminoso" ao ministro da cultura, só porque afirmou que na net a circulação é livre. Para já não falar das propostas no sentido de os ISP suspenderem as contas onde houver "movimentos suspeitos" e a que já aqui fiz referência. Adiante. No programa deste movimento pode ler-se o porquê do seu aparecimento:

O Partido Pirata surgiu como um colectivo que visa mudanças nas leis de direitos de autor e no sistema de patentes. O objectivo foi o de tornar sagrado o direito de qualquer pessoa compartilhar cultura com seus semelhantes. Entendemos que compartilhar é um ato nobre por si mesmo - ele faz do cidadão uma pessoa digna, confiável e responsável. Vemos isso como um dos fundamentos de nossas liberdades individuais. Vemos também que as leis que regem a “propriedade intelectual” - termo contraditório em si mesmo - perderam sua função original, ao invés de permitir a partilha da nossa cultura com os nossos semelhante, servem para defender interesses económicos de intermediários da cultura e do conhecimento. Assim criou-se um sistema abusivo à natureza das coisas que permite monopolizar as ideias e criações humanas, sendo assim profundamente danoso à sociedade como um todo.Com os meios digitais, a única forma de impedir que violações aos direitos de “propriedade intelectual” é controlando as comunicações entre os cidadãos. A privacidade e a liberdade de expressão dos cidadãos são direitos humanos, assim como também são o direito à educação e a comunicação. Estes devem prevalecer contra qualquer direito de fundo económico, sobretudo privado. A nossa posição é firme e clara: compartilhar cultura não é crime. Nenhum cidadão pode ser considerado criminoso só porque teve acesso a um bem cultural através de partilha.

Pois bem, nada como falar bem e depressa para nos entendermos. Por favor, façam como eu e "votem" neste partido. Onde e como quiserem. Ao menos não tem saco azul, não gagueja e luta por bens essenciais. A cultura não pode ficar à mercê do mercantilismo.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O fim de um tempo


A indústria discográfica, apavorada com as quebras de vendas na ordem dos 40%, deu corda à imaginação para acabar com aquilo a que chama "pirataria de ficheiros" na internet, ou "trocas ilegais" de músicas. Ou seja, partilha livre de temas musicais, sem necessidade de dispender 20 euros por um CD, cujo PVP é 1000% superior ao seu custo de produção. Pois é isso e só isso que está em causa. Ou alguém acredita que os paladinos "anti-pirataria" estão preocupados com os direitos autorais dos músicos, um valor perfeitamente residual? Tozé Brito, o pau mandado oficial (a que alguns chamam lobista, uma realidade ainda sem expressão institucional no nosso país) das multinacionais da indústria, vem agora mandar mais uma acha para a fogueira. Segundo esta luminária, os ISPs deveriam cortar imediatamente o fornecimento de sinal aos clientes com IPs onde fossem detectados fluxos de ficheiros ilegais. Ou seja, para o Tózé não há problema algum em os fornecedores de internet andarem a vasculhar aquilo que os cidadãos seus clientes andam a consumir na web! Bah, simples detalhes! Mas se o "big brother" dá conta de um "traficozito", toca a bloquear o acesso, "képáprenderes". Claro que a produção e disponibilização de ficheiros contendo obras protegidas, com fins comerciais, constitui acto ilícito. Mas já não a partilha de bens culturais sem intuito lucrativo. Se uma medida deste tipo fosse implementada, a violação de correspondência deixaria de ser crime, uma vez que os ISPs teriam carta branca para espiolhar os consumos dos seus clientes, os seus hábitos, o tipo de procura, os conteúdos descarregados, etc. Pelos vistos, a imaginação deste sector, penalizado com uma natural baixa da procura, já atingiu dimensões para lá de qualquer razoabilidade.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Eu vi um sapo

No Portal Sapo existe uma secção chamada "sapo zen". Fui ver do que se tratava. Deparo então com uma série de "temas" em destaque, com os links multimédia respectivos: horóscopo, espiritualidade, auto-ajuda, terapias e astrologia. Os visitantes têm igualmente a possibilidade de ficar a conhecer as previsões da taróloga Vera Xavier acerca do Tarot para os signos do Zodíaco. Mas o créme de la créme consta de uma converseta em vídeo com Heloísa Miranda sobre, adivinhem, os signos! Isso mesmo! Tudo isto debaixo de uma sonoridade new age, ao gosto do freguês e a da freguesa. Ok. E o que tem tudo isto a ver com o zen? Talvez a nessidade de uma santa paciência para assistir a este consumismo frenético que se dá ares de espiritual, mas que, no fundo, se resume ao fundo de maneio do chá das tias.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Ganda Chrome!


Descobri recentemente o Google Chrome, versão beta. Trata-se do primeiro browser do gigante da web, lançado na primeira semana de Setembro e também disponível em português europeu. Quando o usei pela primeira vez, pensava destiná-lo à estante das segundas escolhas que às vezes dão jeito, na secção dos browsers light. O que significaria que o Firefox continuaria de pedra e cal e o "canastrão" IE lá estaria para aquelas situações incontornáveis. Adivinhava uma chuva de críticas às imperfeições da nova plataforma, às falhas fatais, aos pormenores indesculpáveis. Pois bem, dois dias foi quanto bastou para mudar de ideias! É que o Chrome, contra todas as expectativas, passou com distinção! Por várias razões. A primeira é a dimensão considerável da janela de visualização. Depois, a apresentação gráfica é muito elegante, com animações e botões qb e uma funcional página inicial. O design busca a facilidade de utilização, acesso simplificado aos marcadores e às várias janelas abertas. Mas há duas importantes inovações que, só por si, justificam o uso do Chrome. A primeira é a possibilidade de abrir uma janela de navegação em modo "sem registo". Tal significa que a navegação através dessa janela não deixará quaisquer traços no computador, incluindo cookies. O que não quer dizer o mesmo que navegar anonimamente, pois nesse caso é necessária a ligação a um servidor proxy. A outra novidade é o facto de a caixa onde se digita o endereço da página pretendida funcionar também como motor de busca. O que, na prática, quer dizer que basta digitar uma ou dois termos de busca e o Chrome compõe imediatamente várias opções de endereços no scroll bar. Com a possibilidade de aceder imediatamente ao histórico que contenha a expressão digitada. No entanto, há duas notas negativas: 1º a inexistência de um corrector ortográfico integrado, à semelhança do Firefox. 2º a inexplicável ausência, por defeito, do botão que direcciona para a home page. Para figurar na barra de ferramentas, tem que se seleccionar expressamente essa opção nas configurações. Mesmo assim, uma coisa é certa: nunca navegar foi tão fácil.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Vanitas


Via "Cibertopicos", um blogue que já aqui apresentei, chegou-me esta pérola. Trata-se de um simples e eficaz sketch, em registo clownesco. Produzido pelo Circo Ripopolo para ser visionado num ecrã de computador. Cada um pode lá ver o que muito bem entender. Por norma, nestes números, divirto-me como uma criança. Aceder aqui.

Nota: quando clicar no link, não maximize nunca o ecrã. Deixe-o ficar no tamanho inicial.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Kafka à beira mar

Os rabos de palha semeados pelo choque tecnológico de Sócrates vão dando à costa periodicamente. Agora apareceu mais um. Trata-se do portal "Kafka". Uma espécie de provedoria online, ao dispôr dos cidadãos para denúncia de irregularidades praticadas pela Administração pública. O projecto é de 2005. No entanto, a sua longevidade foi semelhante à das moscas. Claro que muito boa gente compôs as suas economias por conta desta maravilha do novo riquismo espalhafatoso e terceiro-mundista deste Governo. Nada de novo, portanto. A história vem contada no "Cibertópicos", um excelente blogue centrado na web 2.0, a partir de hoje nos favoritos aqui ao lado.

domingo, 10 de agosto de 2008

Wordle

O Wordle é uma aplicação gráfica da web 2.o destinada à criação de nuvens de palavras. É muito simples de utilizar. Basta inserir um texto à escolha e configurar o layout, fonte e cor. Basicamente, funciona como as ferramentas que produzem nuvens de tags: a proeminência é dada às palavras que mais vezes se repetirem. Fui experimentar. Copiei e colei a listagem das etiquetas utilizadas neste blogue. O resultado - surpreendente - é o que se poderá visualizar a seguir:


(clicar para ampliar)

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Second Life


O avatar do escriba, anteontem, a praticar Tai chi, muito bem acompanhado, no quadro Chillout Paradise.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Cinema Indy no Youtube

Excelentes notícias para os cinéfilos. O Youtube acaba de lançar o seu Screening Room. Trata-se de uma sala de cinema virtual, onde serão apresentadas produções independentes em alta qualidade (4 novos filmes a cada duas semanas). Para os produtores independentes a notícia não poderia ser melhor. Pois além da possibilidade de uma plateia mundial, parte das receitas publicitárias são distribuídas, pelo que cópias digitais ou mesmo DVDs poderão ser comercializadas. Os quatro primeiros filmes são The Danish Poet (vencedor do melhor curta de animação no Oscar 2007); Love and War (vencedor na mesma categoria no Los Angeles Film Festival); Our Time Is Up (indicado ao Oscar em 2006); e Are You the Favorite Person of Anybody? de Miranda July.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Twitter


O Twitter é o último fenómeno de popularidade dentro da web 2.0. Ou melhor, das aplicações da chamada web social. Para além do acesso e um serviço instant messaging, cada utilizador registado pode ir actualizando em qualquer momento a sua página. E como? Com novas mensagens, respondendo a mensagens anteriores, ou registando simplemente o que está a fazer nesse momento. Todos os utilizadores que integram a sua lista de contactos serão informados de imediato. What are you doing?, é mesmo disso que se trata. Usem e abusem.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

O cibernarciso

O coleccionador é também, por inerência, um provador. Mas nem todos os provadores são coleccionadores. A razão é simples. O provador é basicamente um agenciador do gosto. O que requer alguma profundidade, discernimento, espessura. O objectivo último é a criação de uma dinâmica relacional, apesar da subjectividade dos seus enunciados. O coleccionador, pelo contrário, só quer mostrar, exibir, demonstrar ser o mais conhecedor, o mais original, o mais prolífico. O coleccionador é o profeta de si próprio, o anunciador da boa nova do seu ego. Que surge obsessivamente artilhado com doses sôfregas de informação, para espantar os incréus. O coleccionador não sabe ou não quer saber que prega no deserto. O coleccionador quer resolver a sua ferida narcísica através do cibermundo. A sua fixação anal - utilizando linguagem psicanalítica - degenerou numa compulsão para provar ao pai ou à mãe simbólicos que "fez os deveres de casa", que está à altura do que exigiram dele, ou do que ele esperava que exigissem. O coleccionador é um esteta falhado, um repetidor insaciável, um moço de recados do espectáculo. À força de querer ser original, acaba por reproduzir clichés de originais como ele. O seu saber enciclopédico nunca transpõe os títulos, o sound byte, nunca vai mais além, nunca transmite ideias próprias, comprometedoras, sinceras. O coleccionador nunca toma partido. Se o faz, é por mera renúncia, ou porque isso o envolve num elan que pode ser cobrado mais tarde. Portanto, o coleccionador está pouco interessado em fixar padrões, por muito fugazes que eles sejam. A sua preocupação principal é a busca alucinada da admiração embasbacada, da notoriedade postiça.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Guarda Digital (2)

Uma leitora enviou um apreciação técnica do portal Guarda Digital, online desde 31 de Maio, o qual aqui comentei:

I - Usabilidade/Acessibilidade do interface.

Para além de uma Arquitectura de Informação complexa, eu diria que o guarda.pt contraria, fundamentalmente, a primeira das 10 recomendações de Jakob Nielsen sobre usabilidade de websites: a “Visibilidade do Status do Sistema”. Esta heurística diz-nos que o sistema (o website) deve sempre manter os utilizadores informados sobre o que se está a passar através de feedback apropriado, em tempo razoável. Concretizando:

1. O menu de navegação das páginas de 2º e 3º níveis [menu lateral esquerdo] não assinala a página onde estamos.

2. Perde-se a navegação das páginas de 2º nível para as de 3º nível. Embora o website disponibilize Breadcrumb, pode causar desorientação o facto de desaparecer no menu lateral o link da página de onde viemos. Isso é um problema de Arquitectura de Informação.

3. Quando subscrevemos a Newsletter, o sistema não dá qualquer feedback pelo que ficamos sem saber se a mesma foi ou não efectuada com sucesso. O mesmo se diga para a funcionalidade “Envie este artigo a um amigo”.

4. O email de confirmação da subscrição da Newsletter, que nos é enviado pelo guarda.pt não tem “Assunto” e compreende um único link, sem qualquer indicação sobre o que se deve fazer com ele.

5. As funcionalidades: “ vote neste artigo”; “comentar”; “imprimir”; “enviar”; “guardar” e “alertar”, não estão correctamente implementadas, e o sistema também não dá qualquer feedback sobre o que se está a passar.

6. O link “comentários e sugestões” leva-nos para uma página de erro.

7. O Logótipo “guarda.pt” não faz link para a homepage: procedimento absolutamente standard.

II - Acessibilidade

Há um problema estrutural que considero particularmente grave: o sistema não está optimizado para o browser Mozilla Firefox.
Relativamente às Directivas para a Acessibilidade, e testada a conformidade do website com as prioridades 1 e 2, os resultados são animadores relativamente à prioridade 1: só 5 das 90 imagens não têm texto alternativo, por exemplo. Quanto à prioridade 2, há 10 pontos a precisarem de revisão.

III - Web 2.0

Quanto ao resto, gostava que fosse um pouco mais Web 2.0. A “Galeria Multimédia” é uma excelente iniciativa, mas não permite qualquer interactividade, apresentando, globalmente, o mesmo tipo problemas de usabilidade que em cima apontei. Penso que o recurso aos populares Flickr, YouTube, entre outros, poderia ser mais interessante, a todos os níveis.

Ana Pires

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Guarda Digital


Está disponível, a partir de hoje, o novo portal Guarda Digital. Fui fazer uma visita. O que vi agradou-me, embora se note que ainda há algum trabalho pela frente. Está organizado por sectores: notícias, directório regional, serviços, arte e cultura, pecados, desporto, jovens e uma galeria multimédia, para além dos destaques da página de entrada. Saliento, pela positiva, o segundo, que reúne informação relevante do sector dos serviços, comércio e indústria, profissões liberais, instituições, associações, etc. Nota positiva para a inclusão de um espaço onde podem ficar armazenados vídeos, fotografias e gravações audio sobre a região e também do link "Pecados": uma compilação de estabelecimentos e actividades lúdicas, incluindo as chamadas alternativas e de lazer. Dos 7 só estão representados a preguiça, a luxúria, a vaidade e a gula. Então e os outros? Será que a ira, a avareza e a inveja não contam? Algumas sugestões: na ira poderiam ser incluídos os ginásios, na avareza estabelecimentos bancários e na inveja - porque não? - as lojas de telemóveis.

NOTA: já quanto à acídia, o caso é outro. Este atípico pecado capital foi "substituído", durante a Contra-reforma, pela preguiça. Bosch ainda o incluía,
nos seus quadros, no cardápio das sete licenciosidades interditas. O termo significa, segundo tradução canónica, tristeza pelo bem espiritual, acidez, queimadura interior do homem que recusa os bens do espírito. Como se vê, trocou-se uma coisa séria por um pecadilho menor. Porquê? Quis-se adequar a moral à ordem capitalista do trabalho? A tristeza, enquanto afronta terrena à bem-aventurança eterna, é uma categoria demasiado subtil para ser sancionada liminarmente? Seja como fôr, com mais ou menos variantes, a acídia é a venialidade mais praticada na Guarda. Aqui sim, um pecado mortal.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Fugas

O Wikileaks.org (Wikifugas, em tradução literal) deixou de estar disponível online por decisão de um tribunal da Califórnia. O site, que revelava, de forma anónima, documentos comprometedores sobre governos e empresas foi obrigado a calar-se após decisão judicial. Ver aqui notícia do DN. O Wikileaks desenvolve uma versão não censurada do Wikipédia, visando a divulgação e análise de documentos em grande escala cuja fonte não poderá ser rastreável (1.2 milhões até agora), provenientes sobretudo de regimes políticos totalitários ou autoritários, onde há uma apertada vigilância ao tráfego da Web: China, Birmânia, Rússia, Cuba, alguns países islâmicos, etc. Funciona em regime de voluntariado. No entanto, várias réplicas continuam activas, como sucede em Wikileaks.be, disponível também em português.

terça-feira, 26 de junho de 2007

Post it

"Lo prometido es deuda" é um site espanhol deveras curioso. Como se explica na entrada, trata-se de um Wiki (i.e. os dados são organizados de forma participada, como na Wikipédia) para recordar a todos os políticos que tudo o que prometam pode ser utilizado contra si. O objectivo é, basicamente, recompilar tudo o que aqueles incluem nos seus programas eleitorais, e depois reunir quais as promessas que realmente foram cumpridas. Fica assim comprovado o grau de fidelidade dos políticos àquilo que anunciam. A iniciativa nasceu a partir das recentes eleições autonómicas e municipais. Todos os dados podem ser consultados por ordem alfabética, escolhida a região ou localidade, força política e tema respectivos. Gostava de ver uma web destas por cá. A contabilidade seria desastrosa.