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terça-feira, 20 de abril de 2010

Resíduos não sólidos


Que eu saiba, ainda não se fabrica papel higiénico com a efígie do notabilíssimo Engenheiro Pinto de Sousa. O tal que se tornou um problema de saneamento básico para a República Portuguesa. Ou, noutra gama, com reproduções das inúmeras casas projectadas pela sumidade aqui pela Guarda, numa interpretação minimalista e orgânica do movimento Bauhaus. Uma evidência de como a clonagem de um engenheiro técnico, a partir de um deputado em exclusividade de funções, foi um êxito científico. Seja como for, quer a simples existência no mercado, quer a mais que provável adesão dos consumidores a estes produtos, evidenciariam um bom gosto extremo por parte dos portugueses. Para além, naturalmente, da satisfação de dar o seu a seu dono. Enquanto esperamos por estes artigos trendy, fiquemos com o conhecimento da existência do gadget documentado na imagem. Trata-se, como já suspeitaram, de papel higiénico fluorescente. Disponível em várias cores. O mesmo que porá fim ao pânico dos fusíveis que vão abaixo no momento "X", ou do engraçadinho que, na hora errada, carregou no interruptor do lado de fora no instante "Y", ou até mesmo do rolinho que não se vislumbra, à primeira vista, na escuridão do armário, no tempo "K". Tudo isso acabou, meus caros amigos e amigas. Passem por aqui e saibam como.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Smart car

Lembram-se das fichas utilizadas nos carrinhos de choque? Bastava introduzir uma na ranhura respectiva e o "bólide" começava logo a funcionar. Pois bem, a ideia foi, pelos vistos, aproveitada para fins comerciais. A ilustrá-lo, apresento-vos o Streetcar. O sistema só opera, tanto quanto sei, em Londres. Trata-se de uma modalidade de aluguer de viaturas tipo plug and play. Ou seja, o processo é de uma facilidade arrazadora. Primeiro reserva-se uma viatura pelo telefone ou online, sendo fornecido ao cliente um smart card. Basta então dirigir-se à viatura, passar o cartão pelo sensor e introduzir o pin respectivo. E pronto, já está! By the way, não se esqueçam de circular pela esquerda!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Tábua de marés (3)


Esta exposição temática fecha um ciclo de 16, com início há precisamente 10 anos. Desde a primeira mostra do conjunto, o conceito original manteve-se: recolher e apresentar objectos, imagens, textos evocativos, materiais, testemunhos, reconstituições, instalações, evocativos do património, das tradições, das instituições, das personalidades, dos acontecimentos e das actividades com maior significado na vida da cidade e do concelho. Não esquecendo, evidentemente, o tratamento autónomo dado às diferentes freguesias. Tratou-se, em síntese, da recriação de universos representativos da memória local mais recente e determinante. Nesta mostra, destaco a variedade e a multiplicidade de objectos expostos, ao longo de quatro salas. Em algumas das 25 freguesias, a escolha recaiu sobre uma actividade económica com algum impacto (Meios, Maçainhas, Porto da Carne, Trinta). Noutras privilegiou-se o património (Valhelhas, Codeceiro, Sobral da Serra), noutras uma personalidade com significado local (Rochoso), noutras os utensílios de produção artesanal (João Antão, Pêra do Moço, Santana d’Azinha, Videmonte e Pêro Soares), ou de tradições diversas (casos da Ramela e Vale de Estrela), noutras a actividade agrícola (Marmeleiro, Rocamondo, Monte Margarida, noutras as obras de arte sacra ou popular (Codeceiro, Mizarela), noutras os objectos ligados ao culto (Panoias, Pega, Ribeira dos Carinhos, Rochoso, Seixo Amarelo, Vela), noutras ainda as tradições culturais (Pousade e Ramela). Os meus destaques vão para o fole, a bigorna e a tesoura de tosquia de João Antão, o conjunto de utensílios de tratamento e fiação manual da lã dos Meios, as vassouras de bracejo de Monte Margarida, os figurinos utilizados no Drama da Paixão, em Pousade, o moinho de pedra de São Miguel, a máquina das hóstias do Seixo, o prato medieval de Nuremburga (Valhelhas), os utensílios para o fabrico do queijo, de Videmonte, as facas do Verdugal e, claro está, os quadros da Maria Barraca.

Publicado no jornal "O Interior", em 16.10.2008

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sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Gadgets - 2



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terça-feira, 16 de janeiro de 2007

Gadgets - 1