quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Protecção essencial

É mesmo verdade. A Microsoft lançou nesta terça-feira a versão oficial de seu antivírus gratuito, o Microsoft Security Essentials, disponível desde Junho na versão de teste. O novo software protege o computador contra vírus e spyware. Muito fácil de usar, o programa é compatível com a plataforma Windows XP e seguintes. Como novidade, o emprego de cores para avisar o utilizador do estado do seu computador. Se está tudo verde, por exemplo, é sinal de que a máquina está livre de ameaças. A Microsoft divulgou que o seu objectivo não é concorrer com empresas como a McAfee e Symantec, que operam no mercado da segurança, mas sim chegar ao público que ainda não usa este tipo de ferramentas. O programa garante protecção em tempo real e está disponível sem qualquer licença. Além disso, é muito intuitivo e a instalação é muito simples. Depois, é executado em segundo plano, libertando assim recursos do sistema e encurtando os tempos de espera.

Requisitos mínimos, incluindo um sistema operativo Windows XP (SP2, SP3), Windows Vista (Gold, SP1, SP2), ou Windows 7* :
  1. Para Windows XP, um PC com CPU de 500 MHz e 1 GB de RAM;
  2. Para Windows Vista e Windows 7, um PC com CPU de 1,0 GHz e 1 GB de RAM;
  3. Vídeo VGA de 800 × 600 ou superior;
  4. 140 MB de espaço em disco disponível;
  5. Conexão com a Internet para instalar e baixar as definições de vírus e spywares;
  6. Navegador IE 6.0 ou mais recente ou Firefox 2.0 ou mais recente.
* A Microsoft já nos habituou a estas golpadas, mas o que é que se há-se fazer?

Leituras

Acabei de ler esta obra monumental. Valeu bem a pena, mais pela vastidão das fontes consultadas pelo autor do que pela análise macro dos factos em presença. Mais pelo tratamento minucioso da informação do que pelas teses apresentadas. Como exemplo, Gilbert procura sempre dar um rosto, um nome, aos factos descritos. Sejam eles um acto de heroísmo, ou de barbárie. Deste modo dificultando a intervenção do esquecimento. Tudo isto na melhor tradição anglo-saxónica. No fundo, trata-se de um excelente artigo jornalístico escrito por um excelente historiador. Deixo-vos com dois episódios que não resisti a transcrever:
1º Na véspera de Natal de 1944, com o III Reich já perto do fim e com a frente ocidental às portas do Reno, "os alemães lançaram um ataque final de bombas voadoras V2 contra a Inglaterra. As bombas, além da carga explosiva, continham cartas de prisioneiros de guerra britânicos, que se espalhavam no ar como confetti, na altura em que as bombas rebentavam. 'Querida', dizia numa delas, 'Aqui vai uma carta extra que inesperadamente fomos autorizados a escrever, mandando os nossos votos de Natal." (pág. 806);
2º No início de 1945, desenhava-se o assalto final à Alemanha, estando para breve o encontro das frentes leste e oeste. "Na noite de 15 de Janeiro, Hitler regressou de comboio do seu quartel-general do Ocidente para a Chancelaria do Reich, em Berlim. Enquanto o comboio avançava na direcção da Alemanha, um coronel SS do seu Estado-Maior observou, de maneira a ser ouvido por Hitler: 'Berlim será para nós o quartel-general mais prático; em breve, bastará apanharmos o autocarro para chegarmos da frente Ocidental à Frente Oriental!' Hitler começou a rir" (pág. 815). Após este fugaz momento de humor, desconhece-se o destino do coronel...

Stalker

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Notícia de última hora

O eterno Valentim Loureiro, na sua campanha em Gondomar, está a oferecer bilhetes para um concerto do Toni Carreira.

Com um Guronsan passa...


É com a mais profunda e sincera satisfação que tenho descoberto torrentes de suco gástrico desproporcionado em alguns ilustres blogonautas, ainda não conformados com a vitória de Pirro do berloque de esquerda. Mesmo assim, não desistem de caluniar, chantagear, antecipar o perfil do futuro Governo. Esquecendo-se que foram os eleitores, no exercício do seu poder soberano, quem retirou o Bloco da mesa das futuras negociações. Isto apesar do cenário apocalíptico apresentado pelo profeta Louçã. Ou seja, a "culpada" foi a enorme sabedoria do povo português. Portanto, os da esquerda caviar ainda vão ter muito que pedalar até atingirem a credibilidade e a consistência ideológica e programática dos Verdes na Alemanha. Olha só do que nos livrámos!!!...

domingo, 27 de setembro de 2009

No phone? Oh, my God!

Fogos circunscritos

As boas notícias deste domingo eleitoral (em Portugal e na Alemanha):

1. O PS perdeu a maioria absoluta
2. O PSD entrou provavelmente em processo de desagregação, caso se reduza a uma simples congregação de interesses e caciques autárquicos. Para quando a criação de um Partido Liberal?
3. Haverá uma maioria de esquerda nas bancadas parlamentares, mas será puramente nominal.
4. O CDS é a 3º força política, afirmando-se como representante da direita não envergonhada e combativa.
5. O PCP continua a transformar as derrotas em vitórias, fazendo lembrar cada vez mais o célebre ministro da informação iraquiano, clamando que os americanos estavam a perder em todo a linha, enquanto os tanques aliados percorriam já as ruas de Bagdad. Seja como fôr, a descida dos comunistas jurássicos para último dos grandes é uma evidência de modernidade.
6. O BE cresceu, mas não o suficiente para conseguir ser um parceiro para uma possível coligação, pois ficou a dois deputados de poder oferecer uma maioria a Sócrates. Passou para 4º lugar, sendo-lhe negado o bronze precisamente pelo CDS/PP, o representante da direita que os bloquistas tanto zurziram. Espera-se também que a sua influência na governação seja pouco mais do que nula. Atendendo também ao ressentimento que a sua campanha agressiva anti-Sócrates gerou no PS.
7. O especial prazer ao ver este BE-travesti-do-PSR a morrer na praia. Imaginando o Dr. Louçã - que ao espelho não parava de perguntar se haveria líder melhor para a esquerda do que ele - aos saltinhos em cima do chapéu, como um personagem do "Amarcord" de Fellini, ou auto-fustigando-se com um chicote oferecido pela Opus Gay.
8. Houve cerca de 100 000 votos em branco, representando 1.75% dos sufrágios, constituindo o sexto "partido" mais votado.
9. Angela Merkel, embora o seu partido tenha baixado a votação, irá governar em coligação com o Partido Liberal.