terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Stalker

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O crime afinal compensa...

Está a chegar a Luanda o mais recente brinquedo do Presidente José Eduardo dos Santos: um iate de luxo, seguramente comprado com o seu salário, que ronda os 4000 euros, e cuja tripulação é recrutada em Portugal, com vistos passados em 24 horas. E, enquanto o Presidente se prepara para navegar nas tépidas águas do Mussulo, a sua filha, a elegantíssima empresária Isabel dos Santos, não pára de aumentar a sua fortuna nascida do nada. Com a anunciada compra esta semana de parte do capital da Zon, Isabel dos Santos tem já investidos dois mil milhões de euros em empresas portuguesas. É um excelente negócio para estas empresas, que não apenas recebem capitais frescos como também recebem de braços abertos um parceiro estratégico que lhes garante participação nos melhores e mais favorecidos negócios angolanos. Pena que não reservem uma pequena parte dos lucros para financiar próteses para as crianças vítimas da guerra civil angolana, para construir habitação social para os milhões de favelados de Luanda ou para criar esgotos e infra-estruturas básicas que dêem à imensa maioria da população miserável condições mínimas de dignidade. Porque, até prova em contrário, a riqueza de Angola pertence a todo o seu povo e não apenas aos que se passeiam em iates de luxo e vêm a Lisboa comprar roupas de marca, jóias ou empresas de telecomunicações. Nunca tão poucos tiraram tanto a tantos.

Miguel Sousa Tavares
in "Expresso", 24.12.2009

O cronista desta vez acertou em cheio. O caso não é para menos. Por falar nisso, refira-se que Isabel dos Santos terá adquirido parte do capital da Joalto. Portanto, mais do mesmo, ou seja, business as usual...

Ah, e já agora...

domingo, 3 de janeiro de 2010

À mesa

A hallaca é um prato típico venezuelano, muito popular no período natalício. Consiste, grosso modo, num pastel feito com farinha de milho. O recheio consiste num guisado de várias carnes, preparado com sementes de onoto, azeitonas, cebola, passas, pimentos e ingredientes que variam consoante a região. Depois, é envolto numa folha de bananeira, atado com cordão de algodão e fervido em água. Ao que parece, a sua origem deve-se ao ensejo dos colonizadores espanhóis em "melhorar" o tamal preexistente. Ontem tive o privilégio de degustar pela primeira vez esta preciosidade. Fica o registo fotográfico. Ou seja, o antes e o depois...



Um tasco onde o gajo também deixou o seu cartonito

sábado, 2 de janeiro de 2010

Frente al mar

1
¿La ola no tiene forma?

En un instante se esculpe
y en otro se desmorona
en la que emerge, redonda.
Su movimiento es su forma.

2
Las olas se retiran
?ancas, espaldas, nucas?
pero vuelven las olas
?pechos, bocas, espumas?.

3
Muere de sed el mar.
Se retuerce, sin nadie,
en su lecho de rocas.
Muere de sed de aire.

Octavio Paz

Posologia elementar

Primeira evidência deste ano que começa: o Guronsan pode realmente salvar vidas. Aquele crepitar borbulhante do líquido efervescente - enquanto nada no mundo acompanha a agitação e o destempero que precedem o descalabro - soa a música celestial. O fármaco deveria ser considerado, pelas autoridades sanitárias, como merecedor de estatuto de utilidade pública...