O Dr. Menezes, conhecido chefe da banda vindo de Gaia, assessorado pelo Engº. Ribau e mais umas luminárias, já anda a trabalhar no arame, tentando fazer durar o seu deslumbramento com a ribalta até as pilhas acabarem e o anedotário nacional se enriquecer. O coelho agora saído da cartola é uma espécie de arranjo de secretaria para futuras chapeladas internas, just in case. E, já agora, criar um sucedâneo de ANP informal, formada pela nomenklatura do momento. Capucho já bateu com a porta e Rui Rio foi chamado ao gabinete do reitor. Pelos vistos, a fúria desmanteladora do Dr. Menezes já começou no seu próprio partido. Precisamente para acabar com ele.
quarta-feira, 12 de março de 2008
segunda-feira, 10 de março de 2008
Um grande passo

A Rádio Altitude acaba de entrar na era do podcast. O serviço, ainda em versão experimental, está em funcionamento desde o início deste mês. Ficam assim disponíveis para o grande público os programas de grande informação, crónicas e debates transmitidos nesta estação. Basta aceder à página e descarregar os ficheiros pretendidos, ou escutá-los em streaming, a partir do próprio site. Existe um spot publicitário no início de cada ficheiro, da responsabilidade do servidor de alojamento. Com o hábito, ignora-se. Segundo anuncia a estação, "Este conceito de self-media – o que o utilizador quer ouvir; quando quiser ouvir – será, de resto, a matriz da nova página da Rádio na Internet, actualmente em construção, na qual o cada vez mais rico arquivo multimédia se encontrará disponível e também devidamente indexado para motores de busca." Uma boa notícia para os mais distraídos, os mais ocupados, ou os que não vivem na região, mas querem acompanhar o que aqui se passa.
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O novo soviete
Por muitas razões que os professores possam ter nas suas acções de protesto, Eduardo Pitta não deixa de ter uma certa razão, quando escreve que "50 mil manifestantes terão abdicado de pensar pela sua cabeça". Só uma leitura superficial veria nesta asserção um ataque à justeza das aspirações, ou às qualidades intrínsecas e à dignidade dos docentes. O que se passa é que muitos, sem o saber, delegaram o seu protesto numa estrutura que recebe ordens directamente do Comité Central do PCP: a FENPROF. Ou alguém tem dúvidas acerca de quem manobra nos bastidores, de quem interpreta as reivindicações corporativas de modo a integrá-las na sua agenda política? Ou alguém acha que Mário Nogueira anda a dormir em serviço? Portanto, esta onda de protesto só teria alguma credibilidade na medida em que se demarcasse, politica e programaticamente, do PCP e dos sindicatos que este controla.
domingo, 9 de março de 2008
sábado, 8 de março de 2008
Uma contra não sei quantos mil
Muitos milhares de professores têm participado em manifestações por todo o país, em protesto contra a reforma da Educação. Parece que não gostam de ser avaliados, ou coisa assim. De qualquer forma, não gostam é mesmo nada da ministra respectiva. É claro que a FENPROF - essa simpática coutada estalinista - exulta em catadupas de orgasmos múltiplos, num movimento que já deixou de controlar. O Daniel Oliveira já se colou a mais uma causa de ocasião. O Comité central do PCP já nomeou um escultor para o novo herói do realismo socialista: o professor em luta. Este é um assunto que não me interessa por aí além. O que me preocupa é o preço que o país vai pagar por três décadas de "eduquês", de facilitismo e pedagogias "inovadoras". Sobre as razões concretas dos protestos, vou primeiro falar com alguns professores meus amigos, para ter uma opinião fundamentada sobre o assunto.
Ah! Pois é!...
Ontem, pelas 22 00h, decorreu um encontro/debate no Café Concerto do TMG, sendo tema "O que é isso do humor português?". Os animadores de serviço eram Nuno Markl e Ricardo Araújo Pereira. A sessão estava inicialmente marcada para dia 27 de Fevereiro, tendo sido adiada por indisponibilidade de um dos apresentadores. Cheguei por volta das 21.15h, sendo que o espaço só abre no período da noite às 20 30h. O café estava já com lotação completa. Não é que os ocupantes efectivos estivessem nos lugares, mas algo convenientemente lá deixado os ocupava por eles. Como estava à espera de uns amigos com quem tinha combinado assistir à sessão, esperei mais um bocado. Entretanto, não paravam de chegar mais espectadores. Como eu, eram cada vez mais os presentes revoltados com a situação. Por fim, na hora da verdade, as alternativas eram: 1º assistir de pé, o que não faz sentido num espaço daqueles; 2º ir embora, de preferência para um local com rede wireless. Com uma despedida à francesa, demandei pois outras paragens. Esta situação merece alguns comentários. Para já, não é admissível a permissividade com a ocupação de lugares "com um casaquinho" enquanto não vêm os ocupantes reais. Pode dar jeito, não tenho dúvidas, mas impede que outros, que legitimamante querem asistir, o posssam fazer. Mais uma questão de civismo, ou de falta dele, em suma. Por outro lado, a um outro nível, o TMG é o grande responsável pela situação. O mais elementar bom senso aconselharia duas soluções, em alternativa: 1º que as entradas fossem pagas; 2º que a sessão decorresse no Grande Auditório, atendendo à previsível afluência de público. Nesse caso, a entrada estaria sujeita à aquisição de bilhete, mesmo que a custo zero. O que garantiria lugar marcado, maior envolvência, distribuição dos espectadores sem atropelos nem correrias e, sobretudo, evitaria surpresas desagradáveis. Poderão objectar que o café concerto tem características mais apropriadas para este tipo de eventos. Ou que, nesse horário, estava a decorrer um espectáculo teatral no Pequeno Auditório. Aceito a primeira objecção, desde que o público não excedesse a lotação do espaço. Em relação à segunda, creio que nada obstaria à coexistência de dois espectáculos distintos, quer do ponto de vista técnico, quer logístico.
Nota: em conversa com o Director do TMG, este informou-me que o Teatro concluiu que o Café era o espaço adequado para uma sessão informal como esta, pois num auditório desapareceria a necessária proximidade, com a consequente descaracterização do resultado pretendido num debate. Alteração essa que, provavelmente, nem os convidados aceitariam. Percebo e aceito as razões, na perspectiva de quem organiza. Mas que dizer do público que está disposto a esperar à porta uma hora antes de abrir a sala, para marcar um lugarzinho para si e para os amigos que chegam mais tarde? Pessoalmente, se tiver que me prestar a esses números, que seja no Posto Médico, para a senha da consulta. De qualquer maneira, da próxima vez já sei o que faço: levo uma cadeira de tripé, daquelas de campismo. Ou então, melhor ainda, fico em casa. A ler um bom livro.
Nota: em conversa com o Director do TMG, este informou-me que o Teatro concluiu que o Café era o espaço adequado para uma sessão informal como esta, pois num auditório desapareceria a necessária proximidade, com a consequente descaracterização do resultado pretendido num debate. Alteração essa que, provavelmente, nem os convidados aceitariam. Percebo e aceito as razões, na perspectiva de quem organiza. Mas que dizer do público que está disposto a esperar à porta uma hora antes de abrir a sala, para marcar um lugarzinho para si e para os amigos que chegam mais tarde? Pessoalmente, se tiver que me prestar a esses números, que seja no Posto Médico, para a senha da consulta. De qualquer maneira, da próxima vez já sei o que faço: levo uma cadeira de tripé, daquelas de campismo. Ou então, melhor ainda, fico em casa. A ler um bom livro.
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