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terça-feira, 19 de maio de 2009

Libertas

(clicar para ampliar)

Hoje é o aniversário da Tertúlia Académica. Uma vez mais, não poderei estar na Portugália. Eis mais um custo da interioridade. Este custa mais um bocadinho, diga-se de passagem. Pois andei à procura de imagens digitalizadas do "sai quando sai". Ou seja, para quem não sabe, de "O Berro", órgão oficial da Tertúlia. E não encontrei mesmo. A não ser o manifesto do Bardo, sempre actual, que em boa hora digitalizei. A razão é uma só: na altura em que era redactor daquele prestimoso periódico, ainda mandava a tesoura e a cola, para além de outro requintes da era pré-digital...Enfim. Hoje é um dia diferente. Daqui saúdo todos os tertulianos, estejam eles onde estiverem.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Projecto Citius, dia 100

Hoje de manhã, mal entrei no Tribunal de Viseu, com a pressa habitual, percebi que alguém me chamava. Mais um problema de configuração da assinatura digital para resolver, ou coisa parecida, pensei imediatamente. Mas não, não era. Mal olhei para trás, percebi quem me tinha interpelado. Tratava-se da A., uma colega dos tempos da Tertúlia Académica, na FDL, em cujos primórdios participou activamente. O encontro foi breve. Mas enquanto durou percebi que algumas das palavras-chave que na altura tomámos como nossas não foram em vão. No final, cada um foi à sua vida. Eu para a sala de informática. Ela como testemunha num caso de contrafacção. Por momentos, percebi que somos a soma dos sonhos irrealizados e dos que singraram. Numa proporção assustadoramente desigual, mas mesmo assim compensadora. A Tertúlia pertence, claro está, aos últimos. E, partindo da insurreição, chamemos-lhe distópica, que permaneceu a sua marca genética, nenhum dos que lá nasceram faltou a este encontro.

sábado, 6 de maio de 2006

Rose c'est la vie


Está aí a chegar o 19 de Maio. Data importante, porque mudou a história recente da Academia de Lisboa. Para sempre. E orgulho-me de ter estado presente nos acontecimentos que assim o determinaram: a tomada da Reitoria e da cantina velha, em 1982.
Daí nasceu a Tertúlia Libertas que ainda hoje continua a editar "O Berro", um sai quando sai que deu dores de cabeça a muita gente: professores, políticos. aprendizes de políticos, arrivistas das juventudes partidárias, medíocres avulso, listas para a Associação, etc.
Para muitos que por ela passaram, a Tertúlia será ao longo da vida uma escola de irreverência, autonomia do pensamento e da acção, mas também, porque não, de poesia. Entre muitos outros que poderia escolher, eis um exemplo do que então se fazia.

Mas, para ir mais além desta lacónica notícia, veja-se um texto de André Bandeira em "Duas Cidades". Aqui