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terça-feira, 16 de outubro de 2007

A lição

(via "Atlântico")
Como é sabido, enquanto o Dalai Lama visitava Portugal, no mês passado, o Governo e o PR assobiavam para o ar. Segundo Amado, havia umas negociatas com a China em risco. Convenientemente acenado pela diplomacia imperial. Parecia teatro de marionetas de má qualidade. Entretanto, aquele líder espiritual é hoje recebido oficialmente pelo presidente Bush. Com pompa e circunstância. Conclusão: quem pode pode. Quem não pode, rasteja.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

A indignidade - 2

Como se sabe, o Primeiro Ministro não quis saber da visita do Dalai Lama. O MNE Luís Amado, de cócoras e já com as calcinhas em baixo para chinês ver, disse as esperadas palavras, que caíram como mel em Pequim: "Oficialmente, o Dalai Lama não é recebido por responsáveis do governo português, como é óbvio". Como é óbvio, será que o estadista (?) quis fazer esprit com o "obviamente demito-o", de Delgado"? No entanto, prepara-se a recepção oficial a Robert Mugabe, o tristemente célebre torcionário do Zimbábue. Que é tudo menos adepto da não violência. Em suma, o PM devia era pôr os olhos no desempenho diplomático dos seus colegas europeus. Só teria a ganhar. Como? A notícia vem no Diário Digital e fala por si: "A chanceler alemã, Angela Merkel, recebe o Dalai Lama, a 23 de Setembro, em Berlim, anunciou hoje o seu porta-voz, em mais um sinal do seu empenho em levantar questões de direitos humanos com a China." Veja-se também esta lista, realmente impressionante, dos governantes e figuras públicas com quem o Dalai Lama manteve conversações, de 1959 para cá. Como é óbvio, não é, senhor MNE?

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

A Indignidade

O seráfico Ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, veio anunciar o "justo impedimento" que levou o Governo a não receber o Dalai Lama: "a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, esteve na China, onde promoveu os portos nacionais como porta de entrada na Europa". A "realpolitik" no seu esplendor! Recorde-se que o líder espiritual budista e representante do povo tibetano, vítima da ignomínia dos comunistas chineses, está de visita a Portugal e só foi recebido na Assembleia da República. O país ficou elucidado acerca da posição preferida deste governo, quando se trata de negócios da China: no chão, de cócoras. Rastejar um bocadinho também vale.

NOTAS:
1.Sobre a história recente do Tibete, ler esta postagem, no "Combustões".
2. Mesmo assim, Sócrates teve tempo para receber Bob Geldof.