sexta-feira, 30 de abril de 2010

Lido

Vamos todos pagar por isto. Mas o que é isso para a incapacidade do primeiro-ministro em lidar com, em reconhecer a realidade? O que é isso para a pulsão propagandística, para a vertigem da mentira de Sócrates? Desta forma, consegue projectar uma mentira para o futuro. Mesmo quando a realidade vem confirmar as perspectivas mais avisadas, Sócrates, fugindo daquela como o diabo da cruz, persiste no delírio. E arrasta-nos consigo.

Carlos Botelho, em "O Cachimbo de Magritte"

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Stalker

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Catalães só gosto do Durruti

Parabéns Mourinho! O Internazionale acaba de derrotar essa super-potência do futebol chamada Barcelona FC, colocando-se na final da Champions. Confesso que estou radiante com o resultado. Por várias razões. Mourinho impôs o pragmatismo face ao caudal atacante avassalador dos catalães.  Devo dizer que, ao contrário de António Pedro Vasconcelos, o Barça nunca me suscitou qualquer tipo de simpatia. São uma espécie de FCP à escala espanhola: provincianos, fanáticos, ululantes, e  capazes de actos de violência para fazer valer os seus propósitos (veja-se o tratamento que dispensaram a Luís Figo). Mas são também o berço de um nacionalismo ridículo, inconsequente e chantagista. Gostei também de ouvir o Freitas Lobo quase a chorar no final da transmissão na RTP. Nem uma palavra sobre uma arbitragem que expulsou injustamente um jogador do Inter e validou um golo irregular. Mas a estes comentadeiros nacionais já estamos habituados. Para já, força Real Madrid, esse sim, um grande clube do mundo!...

NOTA: graças a este vídeo-comentário de Eduardo Inda, no Marca online,  fiquei a saber que a direcção do Camp Nou impediu a comemoração dos jogadores do Inter, ao mandar ligar no máximo o sistema de rega do relvado, logo após o jogo acabar. Aqui fica uma nota de fair-play sobre este clube "exemplar". Não me admirava nada que no domingo, após o jogo do Dragão, a direcção portista, conhecida pela sua exemplar ética republicana, se lembre de fazer o mesmo, caso o Benfica conquiste o título nessa noite. Oxalá.

O Dragão e o Elefante

Lê-se na introdução: "São três mil e quinhentos milhões: São mais jovens, trabalham e estudam mais do que nós. Têm mais poupanças e mais capital para investir. Inúmeros Prémios Nobel. Os seus salários são muitíssimo mais baixos. Têm arsenais nucleares e exércitos de pobres. A China e a Índia não são apenas as duas nações mais populosas do planeta: são o novo centro do mundo." Palavras que revelam o programa da obra. O autor, Federico Rampini, é correspondente do "La Repubblica" em Pequim. Publicou anteriormente "O Século Chinês", um êxito editorial. Conhece pois muito bem o terreno de que nos fala, combinando o método do jornalista e o entusiasmo do narrador. Aqui, o leitor é conduzido numa visita guiada através dos dois países, sendo analisadas as perspectivas de competição e colaboração das duas economias num futuro próximo e os motivos pelos quais a China e a Índia serão responsáveis por 42% do PIB mundial em 2030, deixando para trás os Estados Unidos com 23% e a Europa com apenas 16%. E por detrás dos números, equaciona a complexa realidade que os suporta, socorrendo-se de uma bem documentada análise política e cultural dos dois países, numa perspectiva dinâmica e aberta. Em suma, Rampini revela por que é que a China e a Índia serão no futuro próximo os pesos-pesados da economia global. Sem deixar, porém, de destacar as contradições do regime ditatorial chinês: uma cleptocracia paternalista, em que uma economia de mercado predatória, sem limites, embora sob a tutela do Partido Comunista (cuja nomenclatura se transformou numa ávida classe de empresários), coexiste com a ausência de regras democráticas, de direitos fundamentais e de qualquer modelo de solidariedade social. Onde os custos da perfomance económica passam pelo números do trabalho infantil, pela deslocalização forçada de populações inteiras, pelo pesadelo ambiental - Xangai, Cantão e Pequim, cada uma com cerca de 20 milhões de habitantes, estão envoltas num permanente fumo tóxico, os principais rios são pouco mais que esgotos a céu aberto, com níveis de poluentes químicos assustadores, as condições sanitárias nas áreas populosas são propícias ao desenvolvimento de novas epidemias, etc -, pelas circunstâncias infra-humanas, de quase escravatura, em que vivem e trabalham grande parte dos operários fabris. Os quais chegam aos milhões todos os anos às grandes metrópoles, vindos das zonas rurais. A exploração é comum tanto às unidades mais pequenas (trabalho ao domicílio no ramo das confecções e sapatos) como àquelas de grande dimensão que as multinacionais subcontratam, da Nike à Timberland, da Walt Disney à Puma. Do outro lado, o enorme teste por que passa a maior democracia do planeta, sobretudo depois do episódio do estado de sítio declarado por Indira Gandhi nos anos 70. Ás voltas com níveis de corrupção altíssimos e uma burocracia paralisante.
Algumas curiosidades são relatadas, escolhidas de entre centenas: as autoridades de Nova Deli conseguiram remover as vacas da cidade através de um microchip desenvolvido localmente e implantado nos animais; os números do Instituto Indiano da Ciência, em Bangalore (a Silicon Valey indiana), a mais selectiva das Universidades, de onde saem os investigadores mais procurados pelas multinacionais da informática e da electrónica; porque é que a prevista cotação do iuane - a moeda chinesa, recentemente revalorizada, o que tornou o made in China um pouco mais caro, para alívio da Europa e EUA - pode constituir uma autêntica revolução nos mercados financeiros; as contrapartidas que o Governo chinês impôs à Airbus para firmar o recente contrato de fornecimento de 150 aviões A320; as notas de euro poderão ser impressas na Malásia, porque a empresa holandesa qua ganhou o respectivo concurso aí montou a sua principal unidade de produção. Imprescindível para a compreensão do mundo actual.
Ficha: China e Índia, Federico Rampini, Editorial Presença, Março 2007

terça-feira, 27 de abril de 2010

A rapariguinha para todo o serviço

A Joana qualquer coisa do BE a verberar na TV sobre a crise económica e financeira... Engraçado, tinha uma colega na faculdade que falava exactamente assim.  Bom, agora experimentem desligar o som. Parece uma Barbie desengonçada a discutir o preço do robalo e do carapau. Não há pachorra para estas tias histéricas, ainda por cima do sector caviar...

Stalker

Benfica, o mundo à tua espera...

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