segunda-feira, 29 de março de 2010

Preces atendidas - 37

Teresa Wright

A graçola dos caviares

Daniel Oliveira, uma das estrelas da constelação bloquista, acaba de nos brindar com mais uma das suas pérolas de requintado humor. No seu blogue "Arrastão", chegou a apelidar de "carne tenrinha" as crianças abusadas por elementos do clero católico... Aos interessados, valerá depois a pena ler a sua argumentação a amparar a asneira. Bom, já conhecíamos a proverbial boçalidade destes revolucionários do croquete. Ficámos agora a saber até onde pode ir a sua miséria moral...

PS: sobre o mesmo tema, mas claramente de outro campeonato, leia-se este magnífico texto de Miguel Serras Pereira, no "Vias de Facto".

A visita pascal


Sócrates estará amanhã no distrito da Guarda. Ao que parece, a comitiva reunir-se-á no Baraçal, afim de se inteirar, no estaleiro local, do estado das obras da nova auto estrada do Douro Interior/IP2 (Celorico-Trancoso-Meda-Foz Côa-Bragança). Como é de calcular, e como é habitual nestas ocasiões, a fina flor do entulho local, a que gravita muito perto do deputado Albano, incluindo inúmeros dadores de sangue, não deixará de marcar presença. Imagino também que o Engenheiro irá comparar os seus doutos conhecimentos na matéria com os técnicos locais, esperando-se melhorias ao nível da sinalização, graças ao seu aperfeiçoado inglês técnico...

sábado, 27 de março de 2010

Falta pouco...


O jogo de hoje demonstrou que a equipa mencionada nas escutas do "Apito Dourado" como o "Braguinha" é uma formação claramente vulgar. Diria mesmo banal, que tem sido largamente beneficiada por factores estranhos às quatro linhas. O Benfica, embora a meio gás, demonstrou ser superior ao seu "rival" a todos os níveis: competitivo, desportivo, civilizacional. O Domingos a chorar no final, desfilando a lengalenga de que foram iguais e mereciam a igualdade, no seguimento das declarações plenas de fel ao longo da semana, demonstram bem a menoridade cívica e profissional deste candidato a treinador e cidadão. O créme de la créme veio depois: Mossoró, um exemplo de "compostura" em campo, apareceu perante a imprensa já engessado, a "vítima" perfeita, clamando durante 20 minutos contra as "estranhezas" dos jogos encarnados. Era só fel a escorrer pelos beiços do reco. Foi digno de se ver. Pois bem, perante a demonstração de grandeza do Glorioso diante desta miserável pequenez enfermiça, só há que dizer: refocilem filhos da puta, que o vosso reinado e de quem vos governa acabou!!!

PS: a satisfação é ainda maior depois dos grunhidos dessa figura exemplar chamada Mesquita Machado, o eterno presidente da Câmara de Braga, clamando por uma arbitragem "justa"....
PS 2: já agora, é de realçar a quantidade de gente nervosa com a onda vitoriosa do Benfica. Por falar nisso, terça-feira à noite vai estar o cappo flatulento na RTP, entrevistado pela Judite de Sousa. Será que a miserável contribuição audiovisual também inclui o visionamento periódico de criminosos de delito comum?

As traseiras da casa do gajo, em dia de nevão

A procissão do Passos

Passos Coelho é o novo presidente do PSD. Quais os ingredientes da longa marcha que antecede? Uma preparação férrea, os apadrinhamentos convenientes, as vagas e misteriosas retiradas académicas, a conquista interna dos sindicatos do voto, os soundbites certos no local e hora apropriados, a campanha à americana, a chegada num andor... Eis os sinais que compuseram a entronização do antigo líder da JSD à frente do outro partido do Bloco Central. Por detrás, esteve a nebulosa clientelar do aparelho, sustentada pelas autarquias, alguns condottieri como Santana, o maluquinho de Gaia, Menezes qualquer coisa, o inenarrável Marco António, umas fulanas com ar (só ar) de veras lagoas, que aparecem nos congressos com tiques histéricos... Em síntese, um conjunto sinistro e bem agarrado aos seus interesses e aos seus jogos de influência, completamente deste mundo, e às suas fixações paranóides. Pois é só disso que se trata. O PSD revelou aqui um afastamento das suas origens como partido de base popular, da "sociedade civil". Assemelhando-se cada vez mais, na sua caracterização, aos partidos do circuito do poder da segunda fase da Regeneração liberal - o pós-fontismo - com Hintze Ribeiro e Luciano de Castro eternizando-se no Governo. Ou seja, nem uma ideia, nem uma leitura arrojada da actualidade, nem sombra de debate, nem vontade de rupturas, incorporando alguns temas liberais e tirando algum partido do estertor ideológico, mas sobretudo moral, de certa esquerda. Nada. É então esta a direita com expressão partidária que temos? O corpo político cuja nova cabeça é uma espécie de Sócrates bem arranjadinho e sem licenciaturas duvidosas? No meu caso, este jogo de espelhos até vai facilitar a vida. Se fosse outro o candidato vencedor, talvez uma simpatia natural impedisse a crítica distanciada e pertinente. Todavia, graças ao novo líder e sua entourage, fiquei com um magnífico campo de tiro à disposição. Ou seja, baterias assestadas e fogo à discrição!... Boa Páscoa e amendoinhas...

quinta-feira, 25 de março de 2010

Stalker