sexta-feira, 29 de dezembro de 2006
La quête
Rever un impossible rêve
Porter le chagrin des départs
Bruler d'une possible fièvre
Partir où personne ne part
Aimer jusqu'a la dechirure
Aimer, même trop, même mal,
Tenter, sans force et sans armure,
D'atteindre l'inaccessible etoile
Telle est ma quête,
Suivre l'etoile
Peu m'importent mes chances
Peu m'importe le temps
Ou ma desesprance
Et puis lutter toujours
Sans questions ni repos
Se damner
Pour l'or d'un mot d'amour
Je ne sais si je serai ce heros
Mais mon coeur serait tranquille
Et les villes s'eclabousseraient de bleu
Parce qu'un malheureux
Brule encore, bien qu'ayant tout bruler
Brule encore, même trop, même mal
Pour atteindre s'en ecarteler
Pour atteindre l'inaccessible etoile.
Porter le chagrin des départs
Bruler d'une possible fièvre
Partir où personne ne part
Aimer jusqu'a la dechirure
Aimer, même trop, même mal,
Tenter, sans force et sans armure,
D'atteindre l'inaccessible etoile
Telle est ma quête,
Suivre l'etoile
Peu m'importent mes chances
Peu m'importe le temps
Ou ma desesprance
Et puis lutter toujours
Sans questions ni repos
Se damner
Pour l'or d'un mot d'amour
Je ne sais si je serai ce heros
Mais mon coeur serait tranquille
Et les villes s'eclabousseraient de bleu
Parce qu'un malheureux
Brule encore, bien qu'ayant tout bruler
Brule encore, même trop, même mal
Pour atteindre s'en ecarteler
Pour atteindre l'inaccessible etoile.
Jacques Brel, L'homme de La Mancha
O Público dos Blogues
Está disponível para consulta, na web, um excelente estudo sobre O Público dos Blogues em Portugal. Realizado por três estudantes do Curso de Comunicação Social e Cultural da Universidade Católica: Dinis Correia, Filipe Manha e Gonçalo Caldas. Baseando-se em dados recolhidos a partir de um inquérito com 18 perguntas e 834 respondentes, este estudo apresenta alguns dados interessantes sobre o fenómeno dos blogs em Portugal. Sendo o universo analisado relativamente estreito, as conclusões a retirar não podem, nem devem, ser consideradas, como, de resto, os próprios autores afirmam, absolutamente representativos da blogosfera nacional. No entanto, o estudo está sistematizado de forma clara e sucintamente organizado, o que é uma vantagem, e apresenta alguns resultados a merecer atenção.
Perdições
Os Flunk são uma banda electrónica norueguesa, formada por Ulf Nygaard (produtor), Jo Bakke na guitarra, Erik Ruud na percussão , e a incrível voz de Anja Oyen Vister. Formaram-se em Oslo no Inverno de 2000/2001. Até ao momento, têm no activo quatro trabalhos editados: Morning Star, For Sleepyheads Only, Play America, e Acoustic Chill 2. A que se junta Blue Monday Remixes, uma recompilação de temas, como o nome indica. Para o escriba, são a grande descoberta deste final do ano. E uma excelente maneira de começar o próximo.
Mais informação disponível na página do grupo do last.fm.
Mais informação disponível na página do grupo do last.fm.
A Nostalgia da Liberdade
Não sou um grande apreciador da escrita de Francisco José Viegas. Mas reconheço as suas qualidades enquanto comunicador e divulgador. Feita esta declaração negativa de interesses, caminho livre para sugerir em alta voz a leitura da sua crónica recente, no Jornal de Notícias, intitulada "A Nostalgia da Liberdade". Um tiro certeiro, como tenho visto poucos. Aqui fica um cheirinho:
Não contem anedotas, não consumam colesterol, não riam. Deixará de haver uma lei da República que vos garanta a liberdade de fazer; haverá, antes, uma lei que vos restringirá a liberdade de ser o que quiserdes ser. Em nome do Estado, do bem comum, das crenças absolutas dos outros - sempre com a bênção dos que sabem, por nós, o que é melhor para nós. Sim, estamos em guerra pela nossa liberdade.
O texto integral pode ser lido aqui.
Não contem anedotas, não consumam colesterol, não riam. Deixará de haver uma lei da República que vos garanta a liberdade de fazer; haverá, antes, uma lei que vos restringirá a liberdade de ser o que quiserdes ser. Em nome do Estado, do bem comum, das crenças absolutas dos outros - sempre com a bênção dos que sabem, por nós, o que é melhor para nós. Sim, estamos em guerra pela nossa liberdade.
O texto integral pode ser lido aqui.
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francisco josé viegas,
sociedade
quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
A areia escorre-me
A areia escorre-me por entre os dedos. Caminho pelo crepúsculo, em direcção ao horizonte.
Cada grão de areia está habitado pelo espírito do deserto. Cada poro da minha pele bebe a fria luminosidade das estrelas e o arrepio da noite.
Entre o corpo que se degrada e a morte- a grande morte, a última- deve haver, ou começar, outra coisa. Um lugar qualquer onde possa viver e morrer sem dor. Um lugar feliz.
Pensava eu que a felicidade deveria estar escondida naqueles momentos de perturbação em que me descobria no teu olhar. Enganei-me, passei a vida a enganar-me.
É tarde. Apago-me, vagarosamente.
Deus talvez esteja no fundo do mar, na claridade das águas.
Dentro de mim sinto a melancolia da areia lavada pelo seu movimento invisível, eterno.
Cada grão de areia está habitado pelo espírito do deserto. Cada poro da minha pele bebe a fria luminosidade das estrelas e o arrepio da noite.
Entre o corpo que se degrada e a morte- a grande morte, a última- deve haver, ou começar, outra coisa. Um lugar qualquer onde possa viver e morrer sem dor. Um lugar feliz.
Pensava eu que a felicidade deveria estar escondida naqueles momentos de perturbação em que me descobria no teu olhar. Enganei-me, passei a vida a enganar-me.
É tarde. Apago-me, vagarosamente.
Deus talvez esteja no fundo do mar, na claridade das águas.
Dentro de mim sinto a melancolia da areia lavada pelo seu movimento invisível, eterno.
Al Berto, O Anjo Mudo
Acerca do pudor

Milan Kundera, em " A Imortalidade", chama a atenção para o gradual desaparecimento do pudor, ao longo do séc. XX. Para o autor checo, a palavra designa simplesmente o "cuidado em evitar o que queremos, sentindo-nos envergonhados por querer o que procuramos evitar". O grande romance do séc. XIX e primeira metade do seguinte perdeu um dos seus temas favoritos. E nós também.
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