O Carnaval está a tornar-se uma festividade cada vez mais pindérica. Basta ver essas batucadas pseudo cariocas por esse país fora, onde se consomem recursos avultados e os resultados são de uma previsibilidade bocejante. Talvez ainda sobrevivam algumas tradições genuínas em pontos isolados. Mas o panorama geral é mesmo de uma apagada e vil tristeza...
terça-feira, 28 de fevereiro de 2006
domingo, 26 de fevereiro de 2006
MSUSYDE
Da minha sombra deserta
os olhos avançam,
inventam a inquieta
brancura do poema.
da tarde interminável
em que algo me recorda
começa a busca das palavras,
do sim ou do não,
não há diferença:
é lá que te procuro.
das sílabas cintilando
como um exército de pássaros
digo
um campo de centeio
numa tarde de infância,
faísca ondulante
ou tranquila agitação,
não há diferença:
é lá que te procuro.
in "Labirintos"
os olhos avançam,
inventam a inquieta
brancura do poema.
da tarde interminável
em que algo me recorda
começa a busca das palavras,
do sim ou do não,
não há diferença:
é lá que te procuro.
das sílabas cintilando
como um exército de pássaros
digo
um campo de centeio
numa tarde de infância,
faísca ondulante
ou tranquila agitação,
não há diferença:
é lá que te procuro.
in "Labirintos"
sábado, 25 de fevereiro de 2006
A Memória das Coisas - 6
JOÃO ANTÃO – A TosquiaChicotes de fogo, de escavação, de fel. Chicote sobre os bens e os males. Sobre as ordens e os olhos. Sobre as mãos que seguram a tesoura. Mãos imaculadas, reparadoras, as grandes mãos de luz. O sol em brasa sobre as camisas suadas e as gargantas mudas. Os instrumentos ovalados ceifando a lã numa planície de outras searas. Rasurar. Cortar a lã muito antes que dela se erga um fio, interminável e puro. Frágil, porque o fumo ondulante o desenhou. Duro, porque o temperaram todos os metais. A pedra aparando o aço. As ovelhas não esperam que as contem. Quantas foram, senhor António? O sonho acordado sempre a recomeçar. O recolhimento no sonho acordado. Rasura. Rasura. Rasura.
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a memória das coisas,
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2006
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2006
AYA
Breve
uma seta ou uma gota
é a raiz do sangue, deste gesto,
do presságio de uma onda
assaltando a falésia.
breve
o lugar,
esta mortalha de neve sobre as pedras
iluminando a forja solar dos cabelos:
nunca cantei outra seara
nem outra audácia
ao vento oblíquo.
In "Labirintos"
uma seta ou uma gota
é a raiz do sangue, deste gesto,
do presságio de uma onda
assaltando a falésia.
breve
o lugar,
esta mortalha de neve sobre as pedras
iluminando a forja solar dos cabelos:
nunca cantei outra seara
nem outra audácia
ao vento oblíquo.
In "Labirintos"
Yes, Minister?
O nosso MNE, Freitas do Amaral, revelou-se à altura dos sofistas: uma coisa pode e não pode significar o seu contrário. Bravo! Esclareça-se que, até às recentes e inusitadas declarações sobre a tempestade lançada pelos cartoons dinamarqueses, agora explicadas ao povo e contadas às criancinhas, dele só tinha lido a sebenta de Direito Administrativo, na FDL, em 4 volumes...
Só espero que os dinamarqueses tenham assobiado para o ar com as suas rapaziadas terceiro-mundistas. Se a trapalhada e a irresponsabilidade pagassem imposto, o Professor teria que se munir de uma réplica do super-computador que o fisco norte americano usa para calcular os proveitos do Bill Gates. Por isso, é de aplaudir este poste . E este
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