segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
Mais fruta da época
Chama-se "Mentira Desportiva". O nome diz tudo. Trata-se de uma página deveras interessante e permanentemente actualizada sobre essa escola de virtudes aplicadas ao futebol, com sede para os lados de Contumil.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Presença
Existir não é pensar: é ser lembrado.
Aforismos, Teixeira de Pascoaes, selecção e organização de Mário Cesariny
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Despedida
A minha avó partiu. Talvez para bordar pelos séculos adiante. Talvez para repartir o seu sorriso. Tão secreto que só alguns sabiam dele. Talvez para engrossar o caudal do grande rio do mistério e da beatitude. Talvez para me segredar onde está o néctar do alento, quando for preciso, "mesmo ali, à tua frente, não vês?"
Balanxo 2010
À semelhança dos anos anteriores, Américo Rodrigues, autor do blogue "Café Mondego", convida várias figuras a escrever uma espécie de balanços sobre o que na Guarda se passou no ano transacto. Os "balanxos" são depois reunidos e editados no blogue. Este ano, o meu foi assim:
(...) não se espere um rol exaustivo e ordenado de acontecimentos. Para isso, já existem os jornais e as rádios. Ficar-me-ei pela pincelada instaladora das sobras da memória. E à maneira dos mensageiros militares romanos, ciosos da permanência de uma cabeça sobre os ombros, comecemos pelas más notícias:
- o fecho anunciado da Delphi
- a descoordenação e incompetência evidenciada pela Protecção Civil em dias de neve
- a inexistência de jornalismo de investigação e equidistante dos poderes
- a continuação das admissões de pessoal na Câmara Municipal, após o início oficial da austeridade
- o desmazelo urbanístico que tomou conta da cidade
- a permanência de um Quasímodo ignorante e prepotente na Sé, a que alguns chamam “guia”
- a continuação no papel da Alameda da Ti Jaquina
- o tratamento noticioso dado aos chamados “gangues” da Guarda
- o definhamento do IPG
- a “inauguração” do Museu de Arte Sacra
- a morte lenta do Centro Histórico, em particular da Praça Velha
- a degradação imparável de uma das alas do antigo Convento de S. Francisco
- o adiamento da Plataforma Logística
- a continuação da incapacidade em fixar competências e vocações na cidade
- o estado comatoso de boa parte da classe política local, ao prestar-se a colocar o órgão máximo do município no grau zero da dignidade, por via da inqualificável aprovação de um voto de repúdio, por delito de opinião, contra um cidadão que nem sequer foi ouvido.
Agora as boas:
- as obras do novo Hospital a bom ritmo
- a nova rede de transportes urbanos
- a reconversão do Hotel Turismo em escola de hotelaria
- a criação de uma Unidade de Limpeza de Neve, por instâncias do Governador Civil
- o funcionamento razoável da Biblioteca Municipal
- os “Passos à volta da memória”, visitas encenadas ao centro histórico, durante o Verão.
- a mega-produção “Guarda: a República”, no palco do TMG em Novembro.
- a capacidade dos guardenses de enfrentar os desafios e ousar sonhar sem esperar que outros o façam.
Sobra a nova simultaneamente péssima (para alguns) e tonificante (para larguíssimas minorias)
- o TMG continua a dar cartas e baralhar de novo.
- o fecho anunciado da Delphi
- a descoordenação e incompetência evidenciada pela Protecção Civil em dias de neve
- a inexistência de jornalismo de investigação e equidistante dos poderes
- a continuação das admissões de pessoal na Câmara Municipal, após o início oficial da austeridade
- o desmazelo urbanístico que tomou conta da cidade
- a permanência de um Quasímodo ignorante e prepotente na Sé, a que alguns chamam “guia”
- a continuação no papel da Alameda da Ti Jaquina
- o tratamento noticioso dado aos chamados “gangues” da Guarda
- o definhamento do IPG
- a “inauguração” do Museu de Arte Sacra
- a morte lenta do Centro Histórico, em particular da Praça Velha
- a degradação imparável de uma das alas do antigo Convento de S. Francisco
- o adiamento da Plataforma Logística
- a continuação da incapacidade em fixar competências e vocações na cidade
- o estado comatoso de boa parte da classe política local, ao prestar-se a colocar o órgão máximo do município no grau zero da dignidade, por via da inqualificável aprovação de um voto de repúdio, por delito de opinião, contra um cidadão que nem sequer foi ouvido.
Agora as boas:
- as obras do novo Hospital a bom ritmo
- a nova rede de transportes urbanos
- a reconversão do Hotel Turismo em escola de hotelaria
- a criação de uma Unidade de Limpeza de Neve, por instâncias do Governador Civil
- o funcionamento razoável da Biblioteca Municipal
- os “Passos à volta da memória”, visitas encenadas ao centro histórico, durante o Verão.
- a mega-produção “Guarda: a República”, no palco do TMG em Novembro.
- a capacidade dos guardenses de enfrentar os desafios e ousar sonhar sem esperar que outros o façam.
Sobra a nova simultaneamente péssima (para alguns) e tonificante (para larguíssimas minorias)
- o TMG continua a dar cartas e baralhar de novo.
domingo, 2 de janeiro de 2011
O rescaldo
Abrimos sempre os convites por recusar, recusando assim a única razão válida para os aceitar. São os jantares em que não se participou no repasto, mas todavia se marcou presença, os filmes que foram vistos e esquecidos no momento seguinte, um olhar mais ousado com vontade de mais saber, mas que se rejeita num desvio rápido e frágil. Triunfa, sem se dar por isso, a aceitação da única razão pela qual não se pode recusar um convite.
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