A partir de hoje, o jornal Público mudou de rosto e de estratégia. As novidades: alterou profundamente o seu grafismo, agora mais intuitivo, reformulou os suplementos, reuniu novos colunistas. Por outro lado, traz consigo diariamente o suplemento P2, com artigos de fundo, entrevistas, secções de cultura, espectáculos, ciência e media. Sem deixar de dedicar um olhar especial ao que se passa na web e, particularmente, na blogosfera. Pena que a edição local Centro tenha sido suprimida. Veremos se a aposta será ganha. segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
A partir de hoje, o jornal Público mudou de rosto e de estratégia. As novidades: alterou profundamente o seu grafismo, agora mais intuitivo, reformulou os suplementos, reuniu novos colunistas. Por outro lado, traz consigo diariamente o suplemento P2, com artigos de fundo, entrevistas, secções de cultura, espectáculos, ciência e media. Sem deixar de dedicar um olhar especial ao que se passa na web e, particularmente, na blogosfera. Pena que a edição local Centro tenha sido suprimida. Veremos se a aposta será ganha. domingo, 11 de fevereiro de 2007
A chuva
Hoje perpassa no ar um vago cheirinho a naftalina-e-seriedade-nervosa-como-nos-casamentos. Por falar nisso, era um belo dia para casar. Os convidados sempre poderiam dizer, às tantas, "olha pá, a festa até está gira, mas tenho que ir votar, sabes"... E os noivos, às pinguinhas, acabariam por ficar finalmente em paz. Que é o que realmente ansiavam... Mas descansem. O amor ao próximo, e sobretudo ao distante, é o meu pão e inspiração diária. Nisso sou mesmo cristão. Mas o melhor, o melhor deste dia é mesmo a redescoberta de um "amor" antigo: Patricia Barber. Ouvi-la em "Lord, let it rain", uma adaptação de um gospel antiguinho, é estar próximo dos deuses. Provem também.
Diário de um tolo - 15
A verdadeira dor obriga a encarar de frente as grandezas e as misérias da vida, sem desviar os olhos. Mesmo se a devastação inimaginável for o cenário dominante, tal não me deve assustar. Só há que recear o que lá não está, mas teimo em continuar a ver.
sábado, 10 de fevereiro de 2007
Passeando na blogosfera - 7
Na sua crónica publicada na revista "Atlântico", Carla Quevedo elege O Jansenista como o melhor blogue português da actualidade. Quase sempre tenho seguido as observações e indicações da autora nessa sua coluna, em que a blogosfera é o tema dominante. Fui então verificar in loco a justeza da apreciação. A primeira pergunta que dirigi a mim próprio foi "O que é um jansenista?". Fui então à Wikipédia obter o devido esclarecimento. Trata-se do adepto de uma teologia cristã que surgiu em França , no século XVII e desenvolvida no seguinte: o jansenismo. E que o nome se deve à sua origem nas ideias do bispo de Ypres, Cornelius Jansen. Basicamente, era uma versão modificada do calvinismo, que por sua vez se baseia na teologia de Agostinho de Hipona. Muito bem. Suspeito fortemente que M. de Sainte Colombe, o conhecido mestre de viola da gamba celebrizado no filme "Tout les Matins du Monde" também era jansenista.
Passemos então à degustação. O autor gosta de partilhar os seus gostos musicais, quase sempre no domínio do Jazz e da música erudita, os literários (propondo obras no original) e algumas sugestões de turismo cultural. É claro que o bom gosto predomina. As citações, algumas no vernáculo original, são irrepreensíveis. A polémica é elegante e a previsibilidade está ausente. Mas é em alguns artigos de opinião que o autor se revela um verdadeiro livre-pensador. Embora não conseguindo disfarçar alguma arrogância, que passa por meneios de estilo. Mas o todo é muito mais mais do que a soma das partes. O que significa que, sendo coerente ao nível das escolhas, por sua vez alcançou, por direito próprio, uma distinção que não cessa de surpreender.
Passemos então à degustação. O autor gosta de partilhar os seus gostos musicais, quase sempre no domínio do Jazz e da música erudita, os literários (propondo obras no original) e algumas sugestões de turismo cultural. É claro que o bom gosto predomina. As citações, algumas no vernáculo original, são irrepreensíveis. A polémica é elegante e a previsibilidade está ausente. Mas é em alguns artigos de opinião que o autor se revela um verdadeiro livre-pensador. Embora não conseguindo disfarçar alguma arrogância, que passa por meneios de estilo. Mas o todo é muito mais mais do que a soma das partes. O que significa que, sendo coerente ao nível das escolhas, por sua vez alcançou, por direito próprio, uma distinção que não cessa de surpreender.
A virtude
"Nunca saberás o que é o bastante se não souberes antes o que é demais"
William Blake, "O Casamento do Céu e do Inferno"
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
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