As eleições no Instituto Politécnico da Guarda tornaram-se assunto "de Estado" neste recanto de província de uma país cada vez mais provinciano. Toda a gente "importante" toma posição, com a adrenalina de quem quer apostar no cavalo certo. Há até quem faça apostas múltiplas. Os gladiadores vão tomando posição, num despique semelhante ao tradicional duelo crepuscular num qualquer Western que se preze. Acredite-se ou não, aqui a luta é mesmo pela sobrevivência. Em confronto, pois patuscos pistoleiros, do tipo sempre em pé. No activo de ambos - embora com antecedentes arrasadores - a descredibilização do IPG. Imaginemos então, por hipótese, dois personagens. O primeiro é pequeno e burguês. O eterno amanuense, às voltas com a ultrapassagem vertiginosa do princípio de Peter. Em matéria de apego ao poder, pertence à família das lapas. Só para dar uma ideia, focalizemos o Silva das Finanças, que corta as unhas à janela ao fim da tarde e vai olhando de soslaio para a janela da vizinha. O segundo pertence à sub-espécie dos self-made manos. No dia 15 de Fevereiro de 1999 foi alegadamente visto a ler um livro. Ficaria bem como polícia de giro em qualquer cidade guatemalteca. Ou como proprietário de um peep show. Et voilá, aqui têm o quadro completo. Pela minha parte, se tivesse que escolher, meteria atestado médico.
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quinta-feira, 5 de julho de 2007
quarta-feira, 16 de maio de 2007
As marionetas
Observar as festividades académicas dos alunos do Instituto Politécnico da Guarda é um exercício deveras instrutivo: dúzias de estudantes embriagados, num berreiro frenético e desprovido de qualquer propósito subversivo ou utópico, é um espectáculo confrangedor. A antecipação dos guichets dos centros de emprego poderia e deveria ter uns preliminares mais ousados, mais improváveis. Que fossem para além de umas despedidas festivas e desajeitadas da virginal condição e uns hectolitros da vil beberagem germânica de côr amarelada. Sinal dos tempos e de uma instituição-modelo para humoristas e criminólogos.
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