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sábado, 30 de maio de 2009

Ana útil


"Penso que posso ser particularmente útil no Parlamento Europeu, entendendo-me como intérprete dos interesses do nosso país e da Europa no seu conjunto."
Ana Gomes, durante o lançamento do seu livro de crónicas "Todo-o-Terreno - Quatro Anos de Reflexões", adiantando que está bem junto das instituições comunitárias e que gostava de cumprir mais um mandato (TSF, 20/11/2008).

Tenho uma embirração de estimação por esta senhora. O que é que querem? Onde há um sinal de peixeirada, lá está ela. Brandindo argumentos em registo mural, dos tempos do MRPP. Uma questão hormonal, talvez. Ou uma nostalgia profunda dos tempos da Praia do Meco. Na questão de Timor, até esteve bem. Depois veio a vertigem das luzes da ribalta. Perdeu-se uma diplomata aguerrida, mas eficaz, e veio ao mundo uma criatura irrequieta, a tentar justificar de forma ridícula as sinecuras com que foi premiada. Foram os voos da CIA, foram as quotas de pesca e, agora, vem atacar o neófito Rui Tavares. É a peixeira preferida de Sócrates. Já alguém lhe fez saber que o ridículo pode matar?

domingo, 7 de janeiro de 2007

Coisas estranhas

A eurodeputada Ana Gomes continua a brindar-nos com amostras do agit-pro decalcadas da esquerda jurássica que tão bem conheceu na juventude. Desta vez, a senhora foi à Base das Lages, para, ao que parece, observar in loco as condições de trabalho dos funcionários nacionais. By the way - ele há mesmo coincidências felizes - sussurralham-lhe ter visto e ouvido umas "coisas estranhas", envolvendo aviões americanos de passagem na calada da noite, carregados de prisioneiros com grilhetas. Que correu, célere, a relatar à comunicação social. Se já nem no partido a que pertence a levam a sério, esperará a ex-diplomata que alguém o faça, para além de meia dúzia de "educadores do povo" e adeptos de ficção científica? Proponho então que, doravante, o Parlamento Europeu nomeie a insigne deputada para dirigir comissões de investigação às "aparições" do Entroncamento, às casas assombradas que enxameiam o país e ao "mistério" do esvaziamento súbito das carteiras dos portugueses. Decerto ficaria bem na fotografia.

Publicado no jornal "O Interior"