O caso do Estatuto para os Açores tem agitado o país desde que sobre o diploma recaiu o veto presidencial. Para além de ter posto à prova os equilíbrios entre os diferentes orgãos do poder. Por aqui, desde a primeira hora se percebeu que as objecções de Cavaco têm a sua razão de ser. É pura aberração a criação de um provedor de justiça regional, por exemplo. Para além de os poderes presidenciais serem reduzidos por via de uma mera lei ordinária. Passando por cima da Constituição e dos interesses nacionais. Todos os especialistas se pronunciaram neste sentido. Os favores pagam-se: o PS quis satisfazer unicamente os interesses eleitorais do senhor César, o cliente atlântico de Sócrates. E de caminho comprar uma guerra barata com Cavaco. Depois admirem-se de ouvir dizer que o regime está em crise.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
O kit
Antecipando as eleições regionais, o Governo Regional dos Açores promoveu a distribuição de um "Kit autonómico", cujo conteúdo é aqui descrito com algum detalhe. A designação do Kit é certeira e brilhante, há que confessar. Mas pode também mascarar o nome real do produto, na perspectiva do poder em funções: "kit de sobrevivência". Começo a pensar que, distraídos com o "circo Jardim", temos andado iludidos acerca do que se passa do arquipélago mais a norte. E que Cavaco tomará a atitude certa se vetar de novo o estatuto autonómico. Posição esta que o insuspeito Vital Moreira legitima.
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