sábado, 29 de novembro de 2008

Inverno (2)

Aspectos da Guarda, durante a manhã de hoje.





Inverno (1)

Imagens da Guarda hoje de manhã, recolhidas durante um passeio pela cidade. Para celebrar o primeiro nevão deste ano. Ao que tudo indica, a neve veio para ficar uns dias. Pelo menos, ainda não parou de assombrar a paisagem.





quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Lido

Diz-se que Medina Carreira terá avaliado em dois mil milhões de contos o montante de dinheiros mal parados recebidos da Europa por Portugal ao longo de vinte e cinco anos; ou seja, mais de setenta milhões de contos desaparecidos, dados, esbanjados, mal aplicados e desviados anualmente pelas curibecas agora finalmente postas a descoberto pelas primeiras [e tremendas] revelações do escândalo que abala o país. Compreende-se, assim, o atraso, a impreparação, a falta de competitividade das empresas e dos trabalhadores portugueses. Se a esta soma quase cósmica aduzirmos os milhões de milhões de contos gastos anualmente com a fulanagem inútil que serve os aparelhos partidários - os eurodeputados, os deputados, os presidentes de câmaras, as assessorias (vulgo boys), as aquisições de serviços a familiares, amigos, primos e protegidos - trememos de espanto e indignação. Portugal não pode sobreviver se continuar entregue a tal camarilha devorista. Temos sido, literalmente, sugados até ao tutano por gente que nem para arrumadores de cinema presta. Tempos houve em que o Estado era rico, pagava mal aos seus servidores e dava o exemplo a um país pobre. Hoje, com o Estado pobre, brincamos impudicamente com a pobreza sem esperança de um país definitivamente encostado à berma da história e pagamos regiamente a funcionários de partidos que ainda têm o supino atrevimento de chamar parasitas aos funcionários do Estado.

Miguel Castelo-Branco, no "Combustões"

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sarebbe bello vivere una favola - 4


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Bravo, Ambrósio!

Recebi hoje o seguinte email:

Só nós temos portuguesas loucas que chupam pénis e praticam sexo até ao estado exaustivo. Suas gargantas e traseiras gemem como carroças rangentes nas ruas de Lisboa. Putas matriculadas e moças inocentes, alunas e professoras. Temos tudo para a alma. http://www.fuckinportugal.eu


1. Deus está morto? Ainda não. Há quem ainda tenha tudo para a alma. Ufa! E já agora, para outras minudências mais abaixo.
2. Luta de classes? Parece que sim, ainda há. Mas a tradição já não é o que era. As putas matriculadas apropriaram-se dos meios de produção, ficando as moças inocentes com as sobras do capital. À beira de um ataque de nervos, portanto.
3. Poesia concreta? Por mim, as gargantas e as traseiras até podiam gemer sem restrições. No segundo caso, uma traseira rangente remete para um aparte escatológico. Como dizia, até podiam ranger ranger, tal como Jean Jacques rangeu. Ou seja, como carroças rangentes. Precisamente. O único problema é que elas já não são vistas nas ruas de Lisboa desde a rodagem do filme "Aldeia da roupa branca". Verdad?
4. Portuguesas loucas? Uau! Já foram matriculadas?

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Paperbacks - 11

A endurance

Para os leitores deste blogue que vivam na Guarda, aqui vai a recomendação de um programa salutar, com a duração de 5 horas. Pensado para a parte final de um dia bastante frio (temperatura mínima -3º), na cidade mais fria deste país. Comecemos. Após a azáfama diurna, sair de casa em direcção ao Vivaci, a fim de percorrer calmamente as prateleiras da Livraria Bertrand. Até pode ser que... Em seguida, ir até à piscina e marcar uma sessão de sauna. No entretanto, ir até ao Parque Urbano do Rio Diz e caminhar em passo acelerado durante cerca de 40 minutos. No final, nova deslocação à piscina, para desfrutar de uma hora de sauna. Com duches frios e tudo! Não vale fazer batota! No trajecto, poderão apreciar os efeitos da geada, que já se notam no tejadilho e no pára-brisas do carro. Depois da sauna, breve deslocação até ao tanque grande da piscina, para uma horinha de natação. Pois é, pensavam que já tinha acabado! Depois de um duche bem quente, regresso a casa, onde será preparado um bule de chá de menta do Egipto ou, de preferência, matcha (chá verde japonês). Em seguida, 45 minutos de meditação e relaxamento. Para depois se passar à degustação de uma salada de Tofu. Logo após o que aconselho uma breve incursão até ao Café Concerto do TMG, onde a música de feição, um café bem quente e um Bushmils 12 anos (e porque não o tal livro comprado no início?) poderão ser o mote de um happy end, onde o leitor estará seguramente em estado de graça.