O Diário Económico acaba de publicar uma entrevista de António José Teixeira a José Miguel Júdice. Por cá, nunca houve dúvidas sobre quem era este senhor. Acrescenta agora alguns pozinhos exóticos ao seu perfil: vê-se a si próprio como um "libertário"; não gosta de fatos apertados, depreendendo-se que gosta deles por medida; em matéria de ideologia, vai ao supermercado abastecer-se; está "no mercado" da política para ser mandatário de quem quer que seja, pela melhor oferta. A cereja no cimo do bolo é quando diz que Portugal é um "país de merdosos"! Esquecendo convenientemente que o Estado continua a subsidiar generosamente a sua sociedade de advogados, graças aos "pareceres" pedidos em regime de quase exclusividade. Um país demasiado paciente com este tipo de habilidosos que nada produzem, nada acrescentam, nada criam, nada dignificam por onde passam. E onde muitos ainda dão ouvidos a menorcas deste jaez. Mas há um bom remédio: expulsá-lo a pontapé. Gente desta não faz falta a ninguém. sexta-feira, 31 de agosto de 2007
O Mercenário
O Diário Económico acaba de publicar uma entrevista de António José Teixeira a José Miguel Júdice. Por cá, nunca houve dúvidas sobre quem era este senhor. Acrescenta agora alguns pozinhos exóticos ao seu perfil: vê-se a si próprio como um "libertário"; não gosta de fatos apertados, depreendendo-se que gosta deles por medida; em matéria de ideologia, vai ao supermercado abastecer-se; está "no mercado" da política para ser mandatário de quem quer que seja, pela melhor oferta. A cereja no cimo do bolo é quando diz que Portugal é um "país de merdosos"! Esquecendo convenientemente que o Estado continua a subsidiar generosamente a sua sociedade de advogados, graças aos "pareceres" pedidos em regime de quase exclusividade. Um país demasiado paciente com este tipo de habilidosos que nada produzem, nada acrescentam, nada criam, nada dignificam por onde passam. E onde muitos ainda dão ouvidos a menorcas deste jaez. Mas há um bom remédio: expulsá-lo a pontapé. Gente desta não faz falta a ninguém. O céu no Google Earth
A nova versão (4.2) do Google Earth inclui uma interessantíssima opção que permite explorar o céu. Tal como na versão convencional pode-se fazer uma aproximação a certas regiões e ver com algum detalhe estrelas, nebulosas, galáxias, etc. As imagens dos diferentes objectos celestes foram fornecidas pelos arquivos de imagens da ESA e da NASA, a partir das observações efectuadas através do telescópio Hubble.
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
A Vida é um Hábito
O hábito é o balastro que prende o cão ao seu vómito. Respirar é um hábito. A vida é um hábito. Ou melhor, a vida é uma sucessão de hábitos, porque o indivíduo é uma sucessão de indivíduos [...] «Hábito» é pois o termo genérico para os inúmeros contratos celebrados entre os inúmeros sujeitos que constituem o indivíduo e os seus inúmeros objectos correlativos. Os períodos de transição que separam as consecutivas adaptações [...] representam as zonas perigosas na vida do indivíduo, perigosas, penosas, misteriosas e férteis, em que, por um momento, o tédio de viver é substituído pelo sofrimento de ser.
Samuel Beckett, in 'À Espera de Godot'
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Intermezzos de Verão
- Uma casa cheia de livros é bem mais interessante do que umas vistosas inutilidades topo de gama, destinadas a fazer roer de inveja os amigos e impressionar as namoradas.
- Um "até depois" nos olhos é a pedra de toque na afinação de um tempo que há-de vir.
- Gente sem delicadeza e sem uma alegria intensa que transborda naturalmente cansa-me, cansa-me de morte.
- Colocar um pouco de eloquência no que se quer dizer, da mesma forma que se desvela toda a discrição de um brilho improvável no que não se sabe dizer: a atenção do poeta.
António Simpson
Através do Sérgio cheguei ao local onde qualquer um se pode tornar um simpson à la minute. Isto é, simpsonizar-se ao gosto do freguês. É só enviar uma foto, personalizar a imagem, e o programa faz o resto. Depois de algumas tentativas, consegui isto. Enfim, haverá modos mais idóneos de ocupar o tempo. Mas sempre é melhor do que andar a destruir campos de milho.
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