quinta-feira, 27 de outubro de 2011
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
A casa (12)
Sol-coração, pedra que lateja, / pedra de sangue que se torna fruto: / as feridas abrem-se a não doem, / minha vida flui semelhante à vida.
E agora, meus olhos cantam. Inclina-te sobre o seu canto, lança-te à fogueira.
Surgem / uns tantos pássaros / e uma ideia negra.
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terça-feira, 25 de outubro de 2011
A ração
Longe vão os tempos da 1ª República. Mas a tropa anda irrequieta com a perspectiva da ração diminuir e começarem as marchas forçadas. E está disposta mesmo a vir para a rua. Parodiando um daqueles desfiles do tipo pronunciamento, tão em voga naquela época. Só que desta vez à paisana, como manda a lei. E repare-se no discurso do porta-voz dos insurgentes, bem à medida do populismo de vão de escada: "vão mas é sacar a esses malandros dos bancos, a culpa é do Governo"..., etc. Sem lhes passar sequer pela cabeça que, em vez de atacar quem é parte da solução, deveriam era voltar-se para os verdadeiros responsáveis pelo problema: os políticos que conduziram o país ao abismo.
sábado, 22 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Hora de ponta
Na Guarda existem alguns dos micro entupimentos de trânsito mais bizarros e estúpidos a que já assisti. Como exemplo, aquele que presenciei anteontem à tarde, junto à escola EB Santa Clara (vulgo ciclo preparatório), à hora da saída. Para quem não sabe, o cenário é uma pequena rotunda onde confluem três vias e o trânsito é mais do que fluido. Pois durante meia hora, no período em questão, havia carros estacionados em 3ª fila, pilotados por papás esperando a saída dos rebentos e receosos que os mesmos andassem mais do que 100 metros! Ora, depois da colecta, como todos queriam sair ao mesmo tempo, gerou-se o caos na rotunda. O trânsito ficou literalmente bloqueado! Nem para trás nem para a frente! Com muitas apitadelas pelo meio e valendo o desenrascanço de circunstância. Eu ia de passagem e fiquei 5 minutos apanhado naquela rede. E nem um polícia sequer para pôr um pouco de ordem nesta "cacofonia", como diria Cavaco. Devem andar mais preocupados em reprimir os "tumultos" e defender as "regalias" de classe...
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
A casa (11)
Caio e ergo-me, / ardo e afogo-me.
Não sou mais que uma pausa entre duas vibrações: o ponto vivo, o agudo, imóvel ponto fixo de intersecção de dois olhares que se ignoram e se encontram em mim.
Sou o espaço puro, o campo de batalha. Vejo através de meu corpo meu outro corpo.
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