quarta-feira, 6 de abril de 2011

Stalker

Menos

O infinito é ele menos o metro em que avultamos; a eternidade é ela menos a hora em que vivemos...

Aforismos, Teixeira de Pascoaes, selecção e organização de Mário Cesariny

O eco

 A vida é uma queda da energia brutal, sorriso que ficou da gargalhada, reflexo de um incêndio longínquo.

Aforismos, Teixeira de Pascoaes, selecção e organização de Mário Cesariny

Novamente a mochila do gajo

terça-feira, 5 de abril de 2011

A mentureira

Já quando andava no Liceu, a matemática era para mim um pesadelo. Mais tarde, já na Faculdade, as assombrações continuaram, por via das disciplinas da área económica. Sempre detestei a Economia. Uma ciência tão inútil como a morte. Mas que, no essencial, não deixa de ser uma realidade perfeitamente... paralela. Vai daí, soube hoje que, por aplicação da tabela das agências internacionais de rating, estas fizeram descer a notação financeira de Portugal, de 'A3' para 'Baa1'. O País fica assim a três degraus da classificação de "lixo"! A sunny junk country, man! Note-se que essas mesmas agências são as que, em 2008, antes da "bolha", avaliavam o tóxico subprime com a classificação AAA. Vejam o magnífico documentário "Inside Job" e perceberão como o esquema circular funcionava. Portanto, estamos à beira de acabar num anódino quintal das traseiras do mundo financeiro, convenientemente escondido dos convidados da boda. O que custa, no meio desta excitação pré-insolvente, é perceber que os investidores de Wall Street ou de Singapura conhecem melhor a nossa realidade económica do que os cidadãos deste cantinho à beira mar enxertado. Um realidade demasiado dura para a nossa mansidão e que os Governos têm vindo, piedosamente, a ocultar. Talvez pensando, que, como eu, os portugueses não gostem de fazer contas...

segunda-feira, 4 de abril de 2011

as uvas pendidas...

domingo, 3 de abril de 2011

O espectáculo da populaça

Só para se ajuizar da qualidade informativa dos nossos meios de comunicação, basta ver o que se está a passar nas televisões esta noite. Em vez de cumprirem a sua obrigação - informar, divulgar, recrear - estão centradas nas comemorações de uma vitória, ao que parece, no mundo do futebol. As hordas com as cores de uma conhecida agremiação de bairro mais a norte eram mostradas ad nauseum. Enquanto vociferavam e grunhiam como se tivessem ganho o euromilhões. Manifestações festivas? Não! Expressão de ódio, chauvinismo e incultura cívica. Na cidade onde vivo, a escassez dos cidadãos que se juntavam em comitivas automóveis era compensada pelo ruído que produziam. Que ultrapassou as horas legalmente permitidas para tal. Entretando, as TVs iam convidando notáveis dessa agremiação regional dada à corrupção, para debitarem inanidades avulsas. Ou seja, a prova de como o insucesso escolar é premiado quando se trata de distrair os papalvos. Em síntese, é espantoso como as TVs da praça dão ampla cobertura a este espectáculo  degradante. Como se nada mais se passasse no universo. Uma vergonha!...