Descobri este raríssimo exemplar do número da revista dedicado ao autor da "Viagem ao fim da noite", num simpático alfarrabista da baixa de Bruxelas. A edição é de Outubro de 1991. Nem queria acreditar no que estava a ver! A vida e a obra do genial escritor são aqui analisados à lupa. Desde a reedição dos panfletos ao seu estilo único, passando por uma entrevista praticamente inédita, de 1958.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Pela Serra d' Arga (1)
Trilho da Chã da Franqueira
Local: Arga de Baixo, Serra de Arga, Caminha
Distância: 6 Km
Trata-se de um percurso bastante fácil, circular, com início na aldeia e passagem pelas antigas minas, alguns núcleos rurais característicos do Alto Minho e pela bacia da Ribeira de Arga, onde pontuam as magníficas quedas de água das Penas. A penosidade aumenta se na noite anterior se folgou no arraial de S. João de Arga, no mosteiro com o mesmo nome, ali ao lado. Nota negativa para a sinalização deficiente e errática. As entidades promotoras esquecem-se que não basta marcar oe percursos e está o trabalho feito. A manutenção é fundamental. Eis o registo fotográfico:
Local: Arga de Baixo, Serra de Arga, Caminha
Distância: 6 Km
Trata-se de um percurso bastante fácil, circular, com início na aldeia e passagem pelas antigas minas, alguns núcleos rurais característicos do Alto Minho e pela bacia da Ribeira de Arga, onde pontuam as magníficas quedas de água das Penas. A penosidade aumenta se na noite anterior se folgou no arraial de S. João de Arga, no mosteiro com o mesmo nome, ali ao lado. Nota negativa para a sinalização deficiente e errática. As entidades promotoras esquecem-se que não basta marcar oe percursos e está o trabalho feito. A manutenção é fundamental. Eis o registo fotográfico:
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caminha,
percursos pedestres
A brisa em volta
Poucos momentos se conhecem da vida de Qu Yuán, o primeiro poeta chinês. Terá nascido no seio de uma família aristocrata, cerca do ano 340 a. C. Ocupado alto cargo como oficial no Reino de Chu. Sido expulso devido a calúnia. Escrito o Li Sao (Elegia da Separação). Escrito o Jiu Ge (Nove canções). Escrito uma parte da colecção de textos do Reino de Chu que dá pelo nome de Chu Ci (Versos de Chu). Aquando da notícia da queda do Reino de Chu às mãos do Reino de Qín, ter-se-á lançado ao rio Mì Luó, suicidando-se, de desgosto. Contava 63 anos e corria o ano de uma era anterior à de Cristo em 277 anos. Em resumo: nasceu, conheceu a glória, a desgraça, a escrita e a morte por asfixia. Ao todo, conto sete dias assinaláveis. Os dois dos extremos biológicos do mortal, os dois dos limites da sua vida pública, os três em que a sua mão se curvou para dar a ver através de tinta.
Desconhecemos por completo que tempo fez durante estes dias que se destacaram das seis dezenas de anos (mais mil dias) que durou a sua vida. (Choveu? Fez sol? Nevou? As nuvens iam altas?) E como seria diferente a sua biografia aos nossos olhos se nos tivesse chegado a singela frase: Quando Qu Yuán iniciava a redacção de Jiu Ge, um pouco acima, a brisa contornava as laranjas que ainda se conservavam suspensas no azul.
Desconhecemos por completo que tempo fez durante estes dias que se destacaram das seis dezenas de anos (mais mil dias) que durou a sua vida. (Choveu? Fez sol? Nevou? As nuvens iam altas?) E como seria diferente a sua biografia aos nossos olhos se nos tivesse chegado a singela frase: Quando Qu Yuán iniciava a redacção de Jiu Ge, um pouco acima, a brisa contornava as laranjas que ainda se conservavam suspensas no azul.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
O nó
Aplaudo sem restrições o veto presidencial ao projecto-lei de regulamentação das uniões de facto, aprovada recentemente pela maioria parlamentar. Se há matéria sobre a qual sou sensível é a da invasão da esfera das liberdades pessoais por uma esquerda festiva e que utiliza a sua ideia de igualdade como um rolo compressor. Neste caso, um PS em fim de mandato, acolitado pelos comunistas e pelas hordas fracturantes bloquistas, não hesitou em tentar fazer passar pela porta do cavalo algo que a sociedade nunca reclamou, nem o seu programa eleitoral mencionou. Esta medida tem duas leituras óbvias. A imediata, diz-nos que o timing para uma eventual reaprovação parlamentar da lei irá recair na próxima sessão legislativa. Com a decorrente incerteza da próxima composição parlamentar. O PS quer assim demonstrar trabalho perante a esquerda "histórica" e marcar pontos nas eleições que se avizinham. Por sua vez, uma leitura não imediata revela-nos a profunda insensatez deste tipo de medidas. Repare-se no seguinte: a recente lei do divórcio veio instituir, na prática, uma espécie de permissão para o "divórcio na hora", desprotegendo, nos seus efeitos, a parte tendencialmente mais fraca. Isto é, conseguiu relativizar os deveres e exponenciar ficticiamente os direitos. Com a recente proposta, vem-se atribuir efeitos jurídicos a uma situação de comunhão de vida, onde as partes não quiseram precisamente que eles existissem! Porque se realmente os quisessem tinham optado pelo casamento! Ou seja, o Estado, munido do característico jus imperii, vem meter no mesmo saco situações inconfundíveis, determinadas exclusivamente pela esfera de liberdade pessoal dos envolvidos. Criando assim uma espécie de casamento atípico, onde são atribuídos direitos a quem nunca os pediu e negados os deveres que os justificam. A esquerda jacobina deve estar orgulhosa desta "obra" proselitista! De uma estupidez inaudita. Até porque as situações injustas criadas por via das uniões de facto, do ponto de vista securitário, da transmissão do arrendamento e sucessório, já estavam devidamente salvaguardadas no ordenamento jurídico em vigor. É quanto basta. Tudo o mais é uma intromissão intolerável na privacidade dos cidadãos. Por outro lado, há quem defenda que o projecto agora vetado vem trazer alguma protecção aos casais homossexuais. Mas se assim é, então mais valia que a maioria parlamentar assumisse, corajosa e frontalmente, o casamento entre nubentes do mesmo sexo! Porém, essa medida é pouco "aconselhável", em termos de contabilidade eleitoral. Ora bem... Mais interessante foi ver a reacção de alguns parlamentares ao veto presidencial: "arcaico", "ultra-conservador", "reaccionário", que "quer manter a injustiça", etc. Sem um único argumento razoável em defesa do projecto. Só faltou o providencial grito de guerra da "esquerda unida, sa": "seu façista!". Em resumo, didáctico, mas de uma tristeza aterradora.
Bailarico e carne assada
É de realçar a utilização intensiva das redes sociais pela candidatura de Joaquim Valente à Câmara da Guarda. Esta desmultiplicação por ferramentas de agregação como o Twitter ou o Facebook, entre outras, evidencia uma estratégia consentânea com o marketing político do momento. No entanto, não basta marcar presença nas redes, durante o período eleitoral, só porque é "moderno". Basta ir ao site oficial da campanha e perceber como, neste propósito, a informação se pode resumir a propaganda. Nem sequer o programa eleitoral, um manifesto, ou a composição das listas lá estão para consulta! Sim, porque ainda há algumas abencerragens, como é o caso do escriba, que gostam de ver esses "pormenores", antes de decidirem o sentido do seu voto.
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