sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Stalker

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A desilusão

Agora que estão definidas as listas e os programas das duas principais candidaturas à Câmara da Guarda, interessa definir uma posição face às eleições que se avizinham. Não sem uma advertência prévia: não disponho de informação privilegiada. Estar dentro e fora não é saudável. Coloco-me, pois, no patamar do cidadão comum. Que viu a Guarda passar ao lado do desenvolvimento, graças à inépcia de um sinistro consulado socialista , que durou 20 anos. Ora, ainda antes da pré-campanha, tinha neste texto colocado o que penso sobre a disputa eleitoral que se avizinha. Em resumo, a única expectativa razoável seria saber qual o programa e a composição da lista encabeçada por Valente, o mais que provável vencedor antecipado. Tudo o resto, incluindo a candidatura de Crespo de Carvalho, seria uma sucessão de fait divers, ou um alinhamento de notáveis para a pole position do próximo acto eleitoral. Nessa linha, cingir-me-ei à candidatura de Joaquim Valente. Esperava que, desta vez, ela trouxesse um corte radical com o passado tenebroso da gestão socialista da autarquia guardense. Que atolou a cidade num limbo de subdesenvolvimento, mediocridade, sub-investimento, compadrio, clientelas para favores e empregos. Que, do ponto de vista urbanístico, tornou a cidade irreconhecível, incaracterística, suburbana de si própria. Que obrigou a que a criatividade emigrasse e a inteligência se escondesse. Ou vice-versa. Valente dispunha agora do timing certo para cortar com a tralha que tanto mal causou à cidade. Depois da "evolução na continuidade" do 1º mandato, tinha agora a oportunidade de propôr um novo ciclo para a Guarda. Porém, não o fez. Ou então, se assim o desejou, não foi convincente. Mesmo sabendo que, na Guarda, a política é a ilustração cabal da arte do possível. Algo que não isenta um político que se preze de forçar o impossível, por uma vez que seja. A minha pergunta de então foi assim agora respondida: mais "marcelismo" não, obrigado! Com prejuízo para o provável apoio expresso que o "Boca de Incêndio" iria conceder à candidatura. Abrindo uma excepção que, por agora, ficará para as calendas.

sábado, 22 de agosto de 2009

Sarebbe bello vivere una favola - 13

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Stalker

A choldra

Exemplo de alguns refastelados do regime: a chungaria proto-maçónica, os imberbes e imaginativos tecnocratas com cursinhos superiores à la carte, padecendo de iliteracia crónica, impetuosos caciquinhos de província, pastoreados pelas claques do picnic, gente infecta dos partidos políticos, filhos da puta avulso, frequentadores da sopa dos pobres da União Europeia, plebeus ignorantes, prepotentezinhos, eminências vociferantes, donas disto e daquilo, insignificancias jesuíticas, bovinos de esquerda, gente sem gratidão, sem um toque de Midas a compor a virtude e a paleta, gente sem rumo, sem coluna vertebral, sem coragem, sem audácia... É esta a choldra que nos governa e que vai amordaçando o que resta da qualidade da nossa democracia.
Tudo isto a propósito da notícia que segue. Note-se que isto acontece no mesmo país onde a grande criminalidade continua impune e onde os políticos corruptos continuam a sorrir como se nada fosse com eles. Um nojo.

Dois membros do Movimento 31 da Armada foram hoje à tarde levados por elementos da Polícia Judiciária quando se dirigiram à Câmara Municipal de Lisboa para devolverem a bandeira da autarquia, disse à Lusa fonte próxima do movimento.

Rodrigo Moita de Deus e Henrique Burnay foram os elementos do 31 da Armada levados pela PJ quando tentatavam entregar a bandeira da autarquia, "devidamente engomada", que substituíram pela bandeira monárquica na noite de segunda-feira, acrescentou a mesma fonte.

Na noite de segunda-feira, pouco depois da meia-noite, quatro elementos pró-monárquicos do Movimento 31 da Armada, autor de um blogue, retiraram o símbolo autárquico da varanda dos Paços do Concelho e hastearam a bandeira azul e branca com recurso a um escadote, uma iniciativa destinada a "restaurar a legitmidade monárquica".

in "31 da Armada"


domingo, 16 de agosto de 2009

Lido

«Manuela fala pouco, promete pouco e discute pouco, o que a separa da horrível jactância de Sócrates (que se julga infalível) e lhe permite ouvir o português normal, inseguro e já desesperado. O optimismo é hoje uma pura mistificação. O sarilho em que nos meteram (ou nos metemos) não se trata com retórica ou com "ideias". Só na sobriedade, no cálculo, na persistência e na discrição há uma pequena esperança. Como Sócrates vai rapidamente perceber.»
Vasco Pulido Valente, no "Público" de ontem

sábado, 15 de agosto de 2009