quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Jamais, jamais

Só umas questãozinhas: porque é que o homem da fotografia ainda faz parte do Governo? Alguém de boa fé acredita nas explicações de Sócrates para esta viragem? Será a "ética da responsabilidade" a funcionar?

Contraponto (2)

Sobre Luiz Pacheco, três textos de leitura obrigatória:

1. "Lá se despachou finalmente, coitado, o Pacheco", de Paulo Querido
2. José Mário Silva, no Bibliotecário de Babel.
3. "O Portugal de Luiz Pacheco", de Rui Ramos, no "Público" de ontem.

Não resisto a citar o segundo: "Morreu o Pacheco. O escriba sem medo, o maldito, o bendito, o sacripanta, o pelintra, o míope, o desbocado, o crava, o madraço, o arrasa-livros, o salva-livros, o editor extremoso, o pai aflito, o prosador desassombrado, o lúbrico, o chico-esperto, o espalha-brasas, o fura-vidas, o franco-atirador, o asmático que berrava, o trafulha , o remetente de cartas intermináveis e outras fúrias epistolares, o abjeccionista, o lírico inesperado, o procrastinador, o coscuvilheiro, o crítico que atirava à cara tudo o que tinha a dizer, o marginal, o amigo da onça, o polemista sem meias medidas, o hiper-lúcido, o inimputável, o português mais português de Portugal (no seu jeito malandro de oscilar entre a grandeza e a miséria)."

Ver anterior

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Preces atendidas - 20

Ava Gardner

Ser ou não ser

1. Não me espantaram as hesitações cirúrgicas de Sócrates ao longo da semana, relativamente à forma de aprovação, pela ordem jurídica interna, do Tratado de Lisboa. "História da carochinha" é como lhe chama, com propriedade, JPP. "Vómito", diz o Maradona. Considero que se trata, sobretudo, de teatro de má qualidade. Uma encenação medíocre para um remake de um monólogo hamletiano. Onde o príncipe, torturado pela dúvida e atemorizado pelos recados sibilinos que lhe chegam das cortes europeias, acaba por declarar à populaça que não teve outro remédio senão mandar assinar o novo regulamento da intendência pelo seu Conselho Privado. Afinal, o parco tributo que o remorso por uma promessa não cumprida teve que pagar à realpolitik. Com um episódio paranormal pelo meio, a "ética da responsabilidade". Kant deve ter espumado de indignação na sua cova. Mas se a encenação é má, o produto mediático é convincente. Por esse lado, a vida tem corrido bem a Sócrates.
2. Malgré tout, a solução encontrada, isto é, a aprovação por via de ratificação parlamentar é, sem dúvida, a mais acertada. No artigo "Quatro notas sobre o referendo", Rui A. explica de forma lapidar porquê. A ideia de que o processo de integração europeia pressupõe um conjunto de opções necessariamente vanguardistas foi decisiva na minha convicção. E não é pela ausência de um plebiscito desnecessário que os processos típicos de decisão democrática, ou a soberania dos vários estados-membros ficam diminuídos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

O 1º de Abril é quando um homem quiser

Que fique claro, pela pintilhésima vez: É TUDO MENTIRA!

domingo, 6 de janeiro de 2008

Contraponto (1)

jornal "Público"
Notícia
Dossier no "Público" (só disponível para assinantes, com excepção do texto "A Vida Solta", de Alexandra Lucas Coelho, que poderá ser encontrado também aqui)
Portal oficial não-oficial
Página no Triplov
Entrevista a João Pedro George (Maio de 2005)
Entrevista à revista K, por Carlos Quevedo e Zui Zink (Julho de 1992)

Stalker

Serra da Freita