domingo, 6 de janeiro de 2008

Contraponto (1)

jornal "Público"
Notícia
Dossier no "Público" (só disponível para assinantes, com excepção do texto "A Vida Solta", de Alexandra Lucas Coelho, que poderá ser encontrado também aqui)
Portal oficial não-oficial
Página no Triplov
Entrevista a João Pedro George (Maio de 2005)
Entrevista à revista K, por Carlos Quevedo e Zui Zink (Julho de 1992)

Stalker

Serra da Freita

sábado, 5 de janeiro de 2008

Auto de notícia

Homem "apanhado" a fumar em café de Elvas foi levado à esquadra. A PSP local tomou conta da ocorrência, levantando de imediato a respectiva contra-ordenação ao infractor. Ler aqui a notícia completa. Mas a história poderia ter um final feliz. Bastava que o perigoso meliante declarasse à "óturidade" que naquele momento estava "só" a fumar uma chinezinha. "Pronto, se era isso, vá para casa e à próxima arranje uma chinoca sem fumo", atirou o agente, dando um estalido com a língua por entre os dentes e uma piscadela marota para o colega. O qual emendava pela quadragésima vez a palavra argido. Arguido. Ar-gui-do. Porra.

Lido

A cigarra e a formiga
Em Portugal a fábula da cigarra e da formiga tem actores designados. José Sócrates faz de cigarra, Cavaco Silva de formiga. Basta comparar os discursos do primeiro-ministro e do Presidente para se perceber o que os divide. E é tudo. Está tudo nos seus discursos de Natal e de Ano Novo. Um está eufórico com o presente, o outro pensa no futuro.

Fernando Sobral, em " O Pulo do Gato"

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Momentos Zen - 31

Devemos alcançar a existência perfeita através da existência imperfeita

Ver anterior

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

A passagem

Barragem de Montargil, na véspera de Ano Novo, no mesmo local do ano anterior

O que faz falta é avisar a malta...

Tecnicamente, a Lei 37/07, de 14 de Agosto, conhecida como "anti-tabaco", não é uma lei proibicionista. Limita-se a vedar o consumo do tabaco em determinados locais, a aquisição a menores de 18 anos, impor sanções aos prevaricadores, regulamentar as máquinas de venda e extracção de fumo nos locais onde é permitido fumar e pouco mais. As novidades do novo diploma poderão ser consultadas aqui. Mas não é em relação ao conteúdo da nova regulamentação que poderão ser levantadas as maiores objecções. Que fique inclusive salvaguardado que sou um ex-fumador. O problema está nas circunstâncias em que entrou em vigor, o modelo economicista que lhe subjaz e a ofensiva contra as liberdades e a esfera privada dos cidadãos promovida por este Governo. Um normativo destes tem consequências imediatas e drásticas. Esperava-se que o Governo pusesse em primeiro lugar o mais importante: as pessoas. Como? Criando previamente uma rede alargada e eficiente de consultas anti-tabágicas; comparticipando substancialmente os produtos farmacêuticos de substituição; promovendo, com a devida antecedência, campanhas de sensibilização junto dos cidadãos e dos agentes económicos. Os impostos arrecadados com a venda do tabaco chegavam e sobravam para financiar tais campanhas. Todavia, pôs-se em primeiro lugar as receitas provenientes da coimas que aí vêm. A reforma caiu de surpresa, sem uma avaliação do seu impacto, imposta de forma autoritária, à maneira jacobina, como os socialistas tanto gostam. Não conseguindo reprimir o gosto que têm em modelar por decreto-lei o comportamento das pessoas, o que elas devem ou não fazer na sua esfera privada. O debate ontem na RTP N demonstrou isso mesmo. Do lado da nova lei estavam dois paladinos: um médico e uma jurista do Ministério da Saúde. O primeiro, com ar limpinho, parecia uma testemunha de jeová tentando convencer os incréus. Só que, em vez da boa nova, empunhava umas estatísticas duvidosas e uma modernidade de conveniência. A segunda tinha a proverbial estupidez fotogénica das inumeráveis girls que o poder socialista vai nomeando ao desbarato. Com uns trejeitos esquisitíssimos e uma fidelidade canina à sopa do convento socrática, lá ia defendendo o indefensável, exibindo uma arrogância morna e burocrática. Enfim, esta sucata de boys and girls foi o melhor que a nomenklatura conseguiu arranjar... Em resumo, esta lei, embora aceitável nos pressupostos, pela sua génese criou um precedente que faz temer o pior.