Evocando o Dia Internacional da Mulher (cada vez mais tenho sérias reservas em relação a estas efemérides) a Rádio Europa vai passar hoje, ao longo do emissão, uma série de vozes femininas do Jazz, desde Nina Simone a Patrícia Barber. Mais uma razão para "adoptar" esta estação magnífica. A favorita deste blogue.
quinta-feira, 8 de março de 2007
Crimes exemplares - 15
Um dia estava eu a guardar as galinhas no meu terreno veio um cão de antónio moleiro espantou-mas e depois atrás do cão veio o filho e o pai ou seja o tó moleiro e diz o filho para o pai ataque-a daí que eu ataco daqui para me apanharem a galinha e eu vim ter com eles e disse-lhes a galinha é vossa ou é minha a galinha saltou do meu terreno para uma passagem de todos os que temos lá o terreno mas ao lado o terreno é dele a galinha veio para a minha mão trataram-me mal e ainda me chamaram bêbeda e outros nomes peguei numa pedra a mandei-a contra o moleiro que caiu inteirinho no chão sem ai nem ui à noite fizemos a galinha para o jantar parecia uma festa.
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quarta-feira, 7 de março de 2007
terça-feira, 6 de março de 2007
segunda-feira, 5 de março de 2007
1001 Livros
Através de Rui Bebiano chegou-me a notícia de que a versão portuguesa da obra 1001 Novels you must Read before you Die, de Peter Boxall, acabou de chegar às livrarias. O título é sugestivo. Desconheço o rol de obras seleccionadas, embora acredite na excelência do critério que o antecede. No entanto, a atitude de RB parece-me a mais sensata: ler sem programa. É fácil prever que obras deste tipo não suscitem em mim mais do que curiosidade estatística - quantas livros listados já li? - ou desperte a atenção para meia dúzia de livros desconhecidos ou de leitura adiada. Mas há sobretudo uma razão que afasta qualquer veleidade missionária. Uma razão, chamemos-lhe, borgeana: percebi que, às tantas, já não se trata tanto de ler quanto de reler. Como se todos os 1001 livros que, tivesse-os lido ou não, fossem simplesmente 1001 histórias acerca da mesma história. Construída com areia. E no centro, os 1001 sonhos de Xerazade. Precisamente.Auto de notícia
A verdadeira dor só aparece ao lado de uma consciência apaziguada por um esforço que em muito ultrapassou o que seria certo e razoável. Aquela que não resulta da imaginação, mas da aceitação plena do desvelo com que a vida oferece todos os dias os frutos mais saborosos. Aquela em que a arte é precisamente o contrário do ócio, o epicentro da verdade. Aquela que não estava prevista no guião - fosse ele bom ou mau - mas que se encontrou pelo caminho. A mão que, a partir desse momento, conduzirá ao precipício, ou a corda que fará sair dele. O sinal.
O apagão
Por lapso, não fiz aqui qualquer referência a esta mais que louvável iniciativa. Que, de resto, não mereceu a devida atenção na blogosfera nacional. É que os blogues podem ser, para além de meios de recolha de assinaturas para uma petição, um espaço para boicote de produtos ou serviços, por causa da qualidade, do preço e de outros motivos. Trata-se de um tipo de mobilização pós-moderna. Desconheço o impacto que um dia de black-out dos telemóveis causou globalmente. Mas uma coisa posso assegurar: nessa data mantive o meu escrupulosamente desligado.
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